A Casa

Quando chegamos em Gramado eu não conhecia a casa que íamos ficar. Era um acerto entre a dona da casa e minha sogra, pois a casa fica perto da Pousada.

A casa tinha ficado fechada durante muitos anos, servindo de depósito de móveis e, eventualmente, sendo alugada por temporada.

Ou seja, a casa estava fria, sem cuidados e abarrotada de móveis. Cara, a primeira vez que eu entrei na casa tive vontade de chorar. O banheiro das gurias era até passável, mas o nosso…o balcão estava (está) se desfazendo, há um remendo na banheira de fibra e, nossa…tudo precisava ser muito limpo.

Havia camas de casal montadas em cada cômodo da casa. Móveis se desmanchando pela ação do tempo, umidade ou por cupins.

cama tamanho mega master

A cama ocupava todo o comodo e era apenas a estrutura. Dentro havia uma cama box tamanho casal.

E como era fria a casa (Como ainda é se descuidamos um dia). E fica a frente de um hotel, cujo dono não tem nenhum apreço sobre políticas de boa vizinhança.

Bom, mas era uma casa, ficava perto do trabalho do Tiago e o aluguel seria pago pela minha sogra.

Não, eu não aceitei isso tão bem. Teve choro e teve briga nos dias que se seguiram. A casa era enorme, grande demais, mesmo assim, abarrotada de coisas. Havia muito trabalho para fazer daquilo um lar. Primeiro ver o que dava para aproveitar dos móveis da casa, desmontar e desmontar e colocar em um dos cômodos o que não seria usado, abrindo espaço para os nossos que chegariam. Isso já deu discussão.

Tiago começou a bater fotos de cada cômodo, de cada coisa que precisava ser consertada, luz, luminárias, tomadas antigas com espelhos quebrados (e que não funcionavam).

Havia três quartos, uma suíte, um quarto com carpete (esse deu trabalho de por em dia) e uma varanda (chão de lajota), convertida em quarto. Pouca luz, mas um bom espaço.

Esse último virou o quarto das gurias. O primeiro passo foi colocar um piso flutuante. O acerto com a proprietária não cobria reformas. “Não vou gastar um centavo com a casa”, esse era o acerto. Ok, nunca deixamos de fazer algo para termos conforto em uma casa apenas por que não era nossa.

(fim da primeira parte)

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E lá vamos nós de novo

Faz mais de um ano que não escrevo. Sei que não fui só eu. Ano após ano, mês após mês vejo blogs serem fechados, com um post de adeus ou apenas abandonados, como este.

E eu acho isso triste. hoje em dia apenas “blogueiros” profissionais, com posts muitas vezes irrelevantes, com coletâneas de imagens do Pinterest parecem terem perseverado. Sinto falta dos posts estilo diário, com conversas do dia-a-dia. Dos posts com dicas sinceras de viagem, como o do Julio, que foi decisivo para conhecer Buenos Aires, ou da Anamaron, quando decidi levar as crianças também.

Hoje esse post despreocupado com os patrocinadores é cada vez mais raro. Parece que fomos tragados pelos boletos, pela adultitude e deixamos a web à mercê do deus mercado.

Na boa, esses blogs não me chama atenção, não tem alma.

A maioria migrou para as redes sociais, mas a diferença é de ir ver gente em uma festa e de ir na casa da pessoa. Retuitar, curtir é mais simples que escrever. Mas falta aquela conversa que burburinho da festa não deixa.

Bom, vou voltar a escrever, porque tanto faz falta a escrita quanto a leitura. Aqui eu não preciso ser profunda, não preciso “lacrar”. Posso postar o que eu quero e reclamar do chão sujo da casa.

E lá vamos nós de novo.

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