Acho que #todoclassemediasofre sabe onde estava no dia 11 de setembro de 2001. Não porque conhecesse alguém de lá, mas porque a internet caiu, o Dragonball Z foi interrompido e suas viagens de avião nunca mais tiveram talheres de verdade.
No dia eu estava no trabalho, quando a rede ficou extremamente lenta. Um colega começou a narrar o que ouvia no rádio? internet? E eu me senti como aqueles americanos que ouviram Orson Welles narrando Guerra dos Mundos. Achei que era piada, mas a partir do impacto da segunda torre comecei a pesar se não era realmente verdade.
Não sinto nenhuma simpatia pelos Estados Unidos e nem sentia aquela época. Se fosse fazer um quadrinho onde todos os povos do mundo fossem representados por insetos, os americanos seriam gafanhotos, consumindo tudo a sua volta. Um americano consome mais que seis pessoas em outros países. Um americano a menos é uma economia e tanto de recursos ao planeta. Um colega do lado começa a cantar INTIFADA! INTIFADA! e eu acompanhei tirando sarro de todo aquele absurdo, imaginando a cara do historiador americano que disse “que a história havia acabado”, após a queda do comunismo. Um capítulo havia se encerrado, mas outro estava começando a ser escrito.
Arrisco a dizer que o capitulo que começou a ser escrito foi da queda de um império. Sob a tutela de um governante fraco e incompetente os Estados Unidos entraram em guerra aos moldes de 45 contra um inimigo quase virtual – o terrorismo. Virtual, mas bastante palpavél e organizado e competente. E os Estados Unidos cometendo os mesmo erros cometidos no Vietnã, ainda por cima invadindo dois países. Uma das invasões – mais barulhentas e sem grandes ligações o o ataque – contra o Iraque.
Tiro no pé – o que eu dizia desde o inicio da invasão. Os Estados Unidos consegue, numa tacada só, se enfraquecer, enfraquecer seus aliados e tirar o poder da ONU – que mais tarde fez falta para outros países.
Após dez anos é possível ver os estragos causados pelo 11 de setembro para o resto do mundo. A paranoia intaurada nos aeroportos, que não permitem mais que uma mãe leve a mamadeira de seu filho cheia para acalma-lo na hora do embarque. A perda de muitos cortadores de unha e pinças para o container de segurança. Nunca mais usar talheres de verdade num voo. O incomodo da revista pessoal – que parece ser mil vezes pior em Israel, ponto em que até perde a graça de piada. E os programas comemorativos apelando para o emocional das pessoas mostrando outras pessoas se jogando das torres (Sim, estou sendo irônica).
Sim, o 11 de setembro é irrelevante para muitas, muitas pessoas. Mas daqui ha alguns anos, décadas, constará nos livros de história, como o começo do fim do Império Americano.



