


Resolvi que esse ano diminuiria meu karma. Por karma entenda-se a pilha de coisas que inventei de fazer e estou devendo. São coisas tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Tenho lido mais do que li esses anos, escrito mais que escrevi esses anos. A gordura, o tempo livre é quase zero.
Se tem valido a pena? Tem. Mas são tantas coisas e minha cabeça fica me puxando para tantas coisas novas que manter o foco tem sido difícil, muito difícil. Terminar, entregar. Eu preciso aprender a fazer isso.
As vezes olho em volta para me certificar de que realmente as coisas estão andando. Estão. Não posso desanimar frente ao que eu acho uma pilha de louça suja. Tem que ser entregue.
Faz um mês que tenho tido aulas de direção. Hoje dirigi por duas horas, fui no CEASA, voltei, dei uma banda pela UNB, voltei, subi a W3 norte, fui no eixinho W e no eixinho L, W5. Sim, eu dirijo. Controlo o carro. Mas continuo achando um saco.
Concordo com o Sheldon do TBBT – I’m clearly too evolved for driving.. Como uma pessoa pode achar legal dirigir uma bunda de aço, a uma velocidade não natural, confiando apenas nos seus sentidos? Carro me parece um objeto tão anacrônico quanto uma dentadura. Bom, tem gente que precisa de dentaduras.
E eu preciso saber dirigir para dividir essa responsabilidade familiar com o Tiago. Além disso a Bia me contou que tem um curso de Pole Dance na Asa Sul. Nesse caso, saber dirigir me daria a chance de fazer aulas em lugares mais afastados de casa. Vamos ter isso em mente.











