A favor do contra

Ontem pela…oitava (?) vez fui mesária de eleição. Não vou me queixar, eu curto. É ver um desfile de pessoas e suas crenças. O brabo é sair antes das oito, sete e pouco, horário que os bêbados, armados de seus automóveis, voltam para casa.

Um, só por farra (?), tirou um “fininho” de mim, enquanto eu atravessava. Juro o cara desviou ara me pegar, mais um pouco, subia no meio fio. Vi outro dormindo no sinal verde, acordado com a buzinha de um taxista que devia estar levando outro pinguço para casa.

Enquanto batia papo com o pessoal da seção, entre um “digitar e confirma”, comecei a pensar no que eu escreveria sobre o Referendo.

Não acho que tenha sido uma bobagem, como alguns mudernos apontam. Bobagem e muita sim, foi a cobertura dada pelos grandes meios, antes, durante e, agora, depois dos resultados. Mais acertado foi quem se informou na rede, via bons blogs, sobre o assunto.

Durante a votação era nítida a confusão das pessoas com a pergunta. Volta e meia eu tinha que esclarecer, sem ser tendenciosa, o que queria dizer o sim e o que queria dizer o não.

“Então se eu não quero que proibam, voto 1?”
“Se a senhora é contra aproibição vota 1″
“Hum…(risso) Acho que abri o meu voto.”
“Não faz mal senhora. Eu é que não posso abrir o meu.”

Uma coisa é certa, o resultado do referendo não quis dizer que o brasileiro quer portar um trêsoitão na cintura, mas sim apontou uma imensa desconfiança deste em relação ao seu governo. Tanto federal, quanto municipal e estadual.

Seguro por seguro, fica como tá.
O depois ainda estou acompanhando. A imprensa tenta explicar o óbvio de acordo com sua ótica. Acordo com a suína da Ana Amelia Lemos, dando o resultado do referendo como uma derrota da esquerda. Nisso se seguiram outras quatro entrevistas que foram direto para o ralo do meu cérebro…não guardo lixo. Pelo que saiba, esquerdistas, direitistas e emcimadomuristas se dividiram irmanamente nessa questão.

Tanto que foi a votação mais calma que eu já vi. Tanto que nenhum fiscal deu as caras. Não houve interesse político, em nenhum dos lados.

No fim, acho que a discussão foi válida. O problema “SEGURANÇA” berrou nos ouvidos de todos…agora vamos para outra etapa, e a vida continua…

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