Sábado, dia 20, é meu aniversário.
Dessa vez vou passar o dia do jeito que eu sempre quis – refletindo e curtindo as pequenas coisas da vida. Talvez eu abra a exceção a um bom almoço com a familia.
Eu sei, é bem anti-social. Mas durante anos fui forçada a organizar e fazer festas e encontros, tendo sempre que bolar ‘uma coisinha’ para não passar ‘em branco’. Época de aniversário para mim era um crescente de agonia e pressão familiar. Minha mãe chegava a encomendar salgadinhos e doces sem minha autorização – “caso venha alguém” – sem eu ter convidado ninguém. Depois me cobrava porque só algumas pessoas tinham vindo. Me lembro de ter que ligar, na corrida, para alguns amigos passarem lá em casa só para acalmar a sanha social da familia. Era um inferno! A vontade que eu tinha era de viajar uma semana antes e só reaparecer uma semana depois.
Gosto de ver, sair com meus amigos, chegados, familia, mas não no dia do meu aniversário. Há um ‘peso’ em ser o centro das atenções, os lugares comuns e toda a cena que, eu sei que tem gente que adora e conta os dias para isso, mas eu passo.
E esse ano eu vou fazer 32. Eu esperei muito tempo para fazer 32. É um aniversário que eu sempre quis passar. Sempre gostei do número 32 e considerei durante anos, o meu número de sorte.
Então decidi que vou passar do jeito que realmente gosto de passar um aniversário. Sozinha, com o Tiago, fazendo o que me der na telha.

Mas se depois de tudo isso você ainda quiser dar um presente para o bicho-do-mato aqui, tem duas listinhas uma da Amazon e outra da Submarino de coisas que eu gostaria de ganhar.