Tenho filosofado muito, por horas sobre os valores/comportamento da sociedade, das pessoas. Acho que cheguei num ponto do caminho onde boa parte dos lugares comuns me parecem absurdos, mas eu ainda não consigo passar isso de uma inteligivel as pessoas. Tenho a impressão que muita gente me acha uma bicho-grilo pretensiosa.
Eu encaro a minha vida como um caminho sem um objetivo específico, só aprender e fazer o que eu gosto. Tenho obrigações cotidianas como qualquer pessoa: pagar contas, trabalhar, arrumar a casa. Tenho preocupações como qualquer pessoa, fico triste, fico feliz, chateada, ansiosa, de cara. Erro, até bastante. Mas eu tento manter as coisas com o tamanho que elas merecem, afinal, tudo é transitório.
Tenho pensado muito porque acho que a hora de decidir por um dos caminhos da bifurcação. A vinda da Sofia foi só um “dá ou desce”. Meu lado preguiçoso me pedia mais uns dois anos, já minha agenda-humana em coro com o relógio biológico me dizia que já estava passando da hora. Profissionalmente faz tempo que penso em parar de seguir a corrente. Sei onde é o final desse caminho, onde posso parar se resolver subir a escada. É o que muita gente espera, almeja, muitos pelos motivos errados. Ela não me impressiona, nem me é atrativa. Eu sei que sou capaz, eu sei que a briga seria feia, eu sei que poderia contribuir com algo positivo e verdadeiro, mas não estou “a afim”. Quero explorar outros cantos. A única coisa que me impede é a inércia da rotina, ficar onde está é mais fácil que mandar a vaca pro brejo e recomeçar.
Faz tempo que pretendo tirar um tempo do trabalho para planejar esse novo caminho. Escolher uma entre as milhares de alternativas. Um sabático, como chamam. A licença maternidade vem a calhar.