Madrugada…

Hj, eram 3 da manhã (madrugada), eu arrumava a biblioteca para acomodar nossa hóspede. Sofia aparece.

- Você não deveria estar na cama?
Pergunto.
-Eu sei.
Diz em de forma clara e alta.

As vezes ela me sai com essas. Ao invés das enroladas de bebê. Chego a duvidar do que ouvi. Penso que vou sentir falta das cantarolas que ela faz, num palavreado ininteligível. Se seres mágicos existissem, cantariam como ela.

Ela sentou na escrivania e começou a desenhar. Me mostra as cores. Ela confunde o marrom com roxo e, por vezes o vermelho e o verde com amarelo (ou está apenas feliz em pintar?)

Acabo de arrumar. Antes de dormir, resolvo fazer um lanche. Preparo um leite e um sanduíche e me sento na frente da TV. Ela chega logo depois, com a cesta de café. Sobe no sofá e começa a “servir”. Penso se ela não vai querer um pedaço. Ela não pede, não ofereço. Melhor fazer o mínimo de interações possiveis para não despertá-la muito.

Ela aparece com uma boneca. Digo que não é hora de brincar e que eu já vou dormir. Pergunto se ela quer dormir junto, mas ela não me responde.

Acabo o lanche. Coloco a louça suja na pia.

- Vamos dormir? Pergunto.

Ajudo a guardar os brinquedos. Ela não briga. Apago a luz da sala e a TV. Vamos para o quarto dela.
Ela sobe na cama enquanto coloco os brinquedos no lugar. Cubro ela com a manta.

- Vai dormir na sua caminha?

Pegando uma pelinha no pescoço (é assim que ela dorme) com os olhos já meio fechados ela me diz:
- Bo’a Notte!

Sorrindo por dentro, achando aquela criaturinha a coisa mais doce, mais fofa do mundo, super-coruja, dou-lhe um beijo.
- Boa noite filhota!

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