Archive for the ‘Apenas um dia...’ Category

Eu quero fazer

Friday, February 26th, 2010

paperdolls

Bonequinhas de sobras de papel da Ana Ventura.

Superfofas! Ah! eu quero fazer umas pra mim! Vou pendurar no quarto das gurias.

Casa em obras!

Thursday, February 4th, 2010

Enjoei de vez do passarinho azul. Daí peguei esse template bem mais ou menos. Mexi dali, aumentei o tamanho, troquei cabeçalho. O código estava uma bagunça e assim vai continuar por um tempo.

Mas adorei o meu desenho. As gurias, feitas no painter :)

Esse final de semana…

Sunday, January 31st, 2010

Sofia posou na Vó. Lavei alguns sapatos da Sofia, lavei roupa, e fiz massa para biscoitos. Dormi um pouco. Subi fotos para o Flickr.
Fiz jardinagem, comprei duas boas mudas de alecrim e, espero, que dessa vez peguem. Andei aprendendo sobre alecrins. O melhor é deixar descansar um pouco antes de lhes tirar os galhos. Comprei mudas um pouco mais maduras e deixei uma em cada vaso. Espero que virem touceiras. O gengibre quase morreu, descuido meu, não vi que a dona Mariana (ou o Tiago) taparam a pobre planta com uma cadeira.

Comprei sementes de cebolinha, salsa e manjericão. Plantei algumas. Espero que nasçam.
Sofia pegou o alpiste e foi alimentar os pássaros. Ando as turras com os vizinhos do prédio ao lado que tem envenenado as pombas. Também não gosto delas, mas volta e meia tem pomba morta no gramado, ao alcance das crianças e temo que os carcarás (tem um casal no prédio da frente) acabem envenenados também. Penso em denunciar a prefeitura.

Querem menos pombas? Parem de jogar lixo.

Comprei Salvia, que nunca vingou aqui em casa, mas deixa um gosto bom no frango (segundo minha irmã, tira o gosto do poleiro). Quatro mudas, quatro vasos. Brotaram brincando, o chuchu, a batata-doce e a cenoura. A batata-doce transplantei para um vaso menor, para dar para a dna Mariana. Que tem carregado quase todos os vasos grandes da casa.

Ela me relatou que cortaram o cajueiro que ela levou e plantou no beco. ela tinha cercado, mas a anta que a prefeitura contratou cortou igual.
Tenho que comprar mais vasos.

Brotaram mais coisas que eu não identifiquei uma, espero, que seja uma pitangueira. Outra, retirei do vaso para plantar mas, antes disso, a Sofia tirou as folhinhas. Acho que era uma Cagaita. Nunca vou saber.

Arranquei os pés de feijão para dar lugar a um pé de alecrim. Mas fiquei com pena do chuchu, coloquei de volta. Não vai render onde está.
Ainda plantei orégano e poejo. Espero que se espalhem.

O poejo está sozinho, mas o orégano divide um vaso com a cenoura que, logo logo, vai sair.

Ainda tem as pimenteiras e violetas, que estão bem, obrigado. Fiz algumas mudas de violetas, a Sofia ajudou.
E o pé de cidreira,que andava meio abatido, melhorou.

Tem outro pé de cidreira que cresceu reto ao céu, sem folhas, vou cortar, assim que der, para ver se ele volta a melhorar.

E o pé da planta da fortuna tá que é uma moita :)

Adeus cajueiro!

Se não quer seguir o meu conselho…

Monday, January 4th, 2010

Quadrinho do Allan Sieber

Siga o de outro mau-humorado, o Allan Sieber.
Por um mundo menos horroroso :)

Primeiro final de semana do ano

Sunday, January 3rd, 2010

Esses primeiros dias do ano tem um gosto especial. Algo como abrir um pacote de presente inesperado.
É um curto período de paz e esperança. Tudo tem um ritmo mais lento até o carnaval.

Após a catarse do final de ano (correria dos presentes, bebedeiras, comilança), começamos a pensar em comer bem, pensar na barriga, no peso e em começar um regime depois da virada, e em outras coisas. Fazer seu balanço da vida, pensar no que quer mudar é quase inevitável nessa época do ano.

É um período que mesmo aqueles que vão trabalhar na segunda sentem algo mudado. As ruas estão vazias, o ar está mais leve. Se você ficou na sua cidade, pode se considerar um sortudo.

Se não concorda com isso, você está assistindo House demais.

Balanço de 2009

Thursday, December 31st, 2009


Domingo, originally uploaded by garotadpi.

Estava ha algum tempo pensando em escrever o balanço, foram tantas coisas que aconteceram num ano sem grandes perspectivas – afinal eu ia ter uma filha e sei que todo o mundo para nesse período – que tenho medo de deixar passar algo.

Sofia começou a escola. Depois de um começo tímido, levando mordidas quase diárias de um coleguinha virou a mesa. É uma criança de gênio forte, esperta e um tanto encrenqueira.

Tenho tanto orgulho dela quanto tenho de preocupação. Ela sou eu 2.0.

Alice chegou num dos partos mais rápidos da história da humanidade. Dona de dois olhos muito vivos desde que veio ao mundo. É manhosa e um tanto possessiva, não vai com qualquer um, mas compensa com o sorrisão mais fácil que eu já vi. Ela teve seus problemas, mas agora come e tem ganhado peso e tamanho.

O relacionamento das irmãs é legal. Há a velha briga por brinquedos, disputa por colo e atenção. Mas também há um carinho e cuidado mútuos. Alice é fã da Sofia e Sofia cuida muito da irmã.

Talvez o fato de eu não esperar muito, não ter grandes expectativas em relação ao relacionamento das duas tenha ajudado. Alias, essa postura de não alimentar expectativas ou cenários é nova para mim, deixar as coisas rolarem, ir trabalhando com o que se tem, tenho aprendido muito com o Tiago.

Nosso relacionamento melhorou, aprofundou, evoluiu. Acho que, tirando o primeiro ano, eu nunca tive um ano tão bom com o Tiago.

Claro que nem em 2009 foi legal. Tive uma briga com a minha mãe. Foi sério, mas necessário. E ainda não achamos nosso ponto pacífico. É um problema que ainda vou ter que resolver. Já meu relacionamento com meus sogros melhorou e encontramos um ponto de equilíbrio.

Para encerrar a parte familiar, minha irmã casou, engravidou, tudo no mesmo mês. Estou muito feliz em ser tia de um guri.

Profissionalmente foi um ano pela metade, mas consegui fazer alguma coisa. Novos colegas, mas nosso departamento continua pequeno.

Esse foi um ano que eu larguei um pouco do computador, vi poucos filmes mas, em compensação, voltei a ler livros. Li mais livros esse ano que nos outros dois juntos. Também voltei a fazer trabalhos manuais, incluindo até marcenaria. Fiz um armário para meu material de desenho e miniaturas do Tiago.

Aprendi a mexer na máquina de costura e a cozinhar, fiz até feijão. Não é sempre que cozinho, mas gostei de reaproveitar sobras, experimentar receitas.

Tirei minha carteira de motorista, feito que achei que talvez nunca fosse capaz.

Foi um ano que fui dona de casa por 45 dias, acordando cedo, cuidando das crianças, fazendo almoço, arrumando a casa. Foi uma experiência legal, que me ensinou muito.

2009 foi um ano cheio, cansativo, de pouco tempo, mas um dos melhores anos da minha vida. Vou lembrar dele com carinho.

E que venha 2010, que eu estou preparada :)

Se eu tivesse um milhão…

Wednesday, December 30th, 2009

Esse era o título de uma redação que eu tive que fazer em 1983. Na época eu tinha oito anos e muitas poucas preocupações. Só me preocupava com os bichinhos, especialmente as baleias, caçadas sem dó. Sempre acabava com um nó na garganta ao assistir “Mundo Animal” na TV.

Só aos 11 anos acordei minha mãe, pois não conseguia dormir por conta do buraco na camada de ozônio e do efeito estufa. Minha mãe me deu um pito e me levou de volta pra cama.

Acho que o conteúdo da redação da época refletia essa minha preocupação. Cuidar dos bichinhos, cuidar da minha família.

Agora tem 100 milhões rolando por aí. Torço que muita gente ganhe e o prêmio seja muito bem dividido. Fiz uns joguinhos mas, segundo umas estimativas toscas de jornal, é mais fácil ser canonizado do que acertar os números. Imagina eu, atéia?

Mas sonhar custou cerca de R$44,00. Se eu ganhar, o que farei com o dinheiro?

Primeiro eu passaria os dois primeiros meses indo normalmente ao trabalho para deixar tudo em ordem. Em casa montaria um plano, procuraria as pessoas certas para me aconselhar em como por meus planos em prática.

Depois deixaria uma parcela considerável para meus pais e os pais do Tiago para lidarem com os parentes pidões (sempre tem). Ajudaria a dona Mariana a abrir o negócio dela e arrumar a casa. Mas se ela topasse continuar de babá das gurias seria ouro.

Senão, já teria babás em vistas em Porto Alegre para onde pretendemos voltar. Teria mais um filho e adotaria mais dois.

Compraríamos um terreno legal e transformaria parte dele em reserva ambiental. Construiria uma casa ecologicamente correta, seguindo princípios de permacultura.

Criaria um fundo para ajuda para instituições que cuidam de causas justas, sem vínculos com alguma religião.

Fundaria uma distribuidora de impressos, com um modelo de negócios revolucionário. Criaria uma empresa de captação e reciclagem de lixo eletrônico.

Passaria a maior parte do tempo em casa, cuidando dos meus filhos e desenhando livros infantis. Viajaria e levaria meus filhos para conhecer o mundo, talvez de barco. Acordaria cedo para trabalhar na horta.

Não me preocuparia mais em ganhar dinheiro, mas como administra-lo bem e de forma justa.

E talvez, no final da minha vida, eu fosse canonizada :)

Preocupações de mãe

Tuesday, December 29th, 2009

Andava pensando nas minhas resoluções de Ano Novo. Ano passado, decidi que não teria nenhuma, pois a vinda da Alice viraria meu mundo de pernas pro ar – mais uma vez.
O que eu conseguisse realizar seria lucro.

Esse ano pensava em me empenhar em algo. Pensei em, finalmente, levar o inglês a sério e dar um jeito de entrar em forma.
Agora acho que são atitudes um tanto egoístas…

Tem uma coisa que me incomoda. Sempre me incomodou, mas desde que me tornei mãe, isso ganhou uma dimensão que eu tenho dificuldades em lidar.

Que é ver crianças sofrendo, em dificuldades.

Ter um filho é algo que qualquer irresponsável pode ter. Você pode ser proibido de dirigir, esperar até os dezesseis para votar, ser considerado incapaz em diversas funções. Mas qualquer mané pode ter um filho. Aliás, se a mulher engravidou – mesmo sendo a mulher mais maluca, tapada, destemperada – é obrigado a conceber a criança, nem que seja para abandona-la logo depois.

E criar um filho dá um trabalhão. É gostoso, se você realmente quer ter filhos. Mas é uma responsabilidade que muita gente não está preparada. Filho é algo que não pertence a gente. só estamos ali do lado, para dar apoio, ensinar e dar carinho. Brincar, ouvir ele cantar e cantar junto. Dar bronca e castigo quando necessário, ensinar os limites. Um dia eles vão embora, bem antes já devem andar pelas próprias pernas.

Filhos, crianças precisam, sobretudo, de amor. De sentir que tem alguém onde possam procurar a segurança de um colo.

Porisso quando vejo crianças que não tem nada disso, que são traídas por aqueles que as deviam proteger, eu fico triste. Completamente perdida e impotente, incapaz de resolver o problema de todas essa crianças.

Também me revolto com esses juizes que sentam a bunda em cima dos processos durante anos, dificultam a adoção por casais homossexuais, como se opção sexual de uma pessoa influísse no amor que ela terá pela criança. Insensíveis e insensatos.

(Por mim, para cada ano que uma criança ficasse num abrigo o juíz responsável deveria tomar uma martelada nos genitais).

Desde que as gurias nasceram, não deixo de pensar um dia nas crianças que tem menos sorte que elas. Não sou uma mãe perfeita, mas estou aqui e tento fazer o meu melhor. Pensamos em adotar, num futuro próximo. Acho que todo mundo que pensa em ser pai, ou quer ter um filho, se pudesse deveria adotar também uma criança.

Ouço tanta besteira sobre adotar. Crianças de “gênio ruim”, “não sabe pelo que passou”. Como se a família do sem-noção não tivesse seus podres, colesterol alto e a tia Etelvina vive com 20 gatos e lava as mãos a cada meia hora. Mas isso é conversa pra mais tarde.

Criança tem personalidade sim, mas seu destino não é traçado pelo histórico dos pais. Uma criança não pode ser condenada pelo que os pais fizeram.

Então, minha resolução de ano novo é fazer algo por essas crianças. Pelo menos por algumas delas. Não tenho bem certeza do que, nem como. Mas vou dar um jeito.

E os dias passam

Thursday, December 10th, 2009


Esse olhar…, originally uploaded by garotadpi.

Os dias tem sido intensos. Tenho feito muita coisa. Esse final de ano tem sido ladeira abaixo.

Sei, não tenho escrito. Gostaria de contar dos meus dias cheios e maravilhosos. De cada coisinha que as duas aprontam.

Alice quer andar. Se joga do meu colo em direção ao chão. Sem medo. Conversa sozinha, palavras que só ela entende. Ri muito com a mana. pega objetos com as duas mãozinhas e bate um no outro. Ela consegue levantar uma sobrancelha por vez.

E continua dona do olhar mais penetrante que eu já vi.

Aishazinha passou por aqui.

Wednesday, November 18th, 2009

Foi uma passada rápida. Era para ser um dia e uma noite, mas Murphy conspirou e ela teve que ficar mais um dia. Perdeu o voo :)

Não deu para levar ela para lugar algum que não fosse o local da prova. Não deu para matar o trabalho e ficar mais tempo com ela. Não deu para por o papo em dia. Mas – mesmo assim – foi bom ter uma amiga de novo por perto.

Apesar de estarmos vivendo momentos diferentes nas nossas vidas, algumas coisas não mudam. Ainda é legal falar dos namorados, do cara lindinho da série. É legal também falar do que é diferente: das filhas que choram, do orientador do mestrado.

Agora ela está voltando pra casa, só conseguiu voo de oito horas. Disse que iria meditando.
Queria que tivesse ficado um pouco mais.