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	<title>BlogDpi &#187; Êêê mundinho&#8230;</title>
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		<title>Reservados</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 02:37:42 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Êêê mundinho...]]></category>

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		<description><![CDATA[Laerte é um cara legal. No começo da internet, no comecinho mesmo, eu escrevia o Garotadpi, eu mandava emails e ele respondia na boa, respostas de um cara que perdeu tempo falando com uma fã, na boa. Nunca se fez &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2012/02/reservados/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/wp-content/uploads/2012/02/tira149.gif" alt="" width="500" height="148" /></p>
<p>Laerte é um cara legal. No começo da internet, no comecinho mesmo, eu escrevia o Garotadpi, eu mandava emails e ele respondia na boa, respostas de um cara que perdeu tempo falando com uma fã, na boa. Nunca se fez de estrela, nunca se achou superior a ninguém. </p>
<p>Depois parei de desenhar a Garota, mas não parei de ler o que ele escrevia, mesmo quando ficou meio esquisito, mesmo quando deixou de desenhar os gatos (meus preferidos &#8211; pô Laerte!).</p>
<p>Mas eram outros quadrinhos, alguns bons alguns para se pensar, outros que quase me davam vontade de desenhar novamente. Aí o foco mudou. Quase ninguém mais fala do fato das tiras serem boas, mas sim o fato dele se vestir de mulher. </p>
<p>A primeira vez que vi achei que fosse brincadeira. Depois vi que era sério. Logo depois bateu uma inveja. Sim, inveja, porque o cara é muito mais mulher que eu, nessa ordem esterotipada de sociedade. Ele se depila (coisa que faço com sofrimento), vai no cabeleireiro (coisa que eu morro de vergonha de fazer), faz as unhas (coisa que raramente faço &#8211; em casa) e ADORA tudo isso. Anda com as pernas de fora, enquanto eu ando de calças. Agora, ninguém duvida que eu seja mulher e eu posso entrar em qualquer banheiro sem ser incomodada &#8211; se o banheiro for único e o feminino estiver ocupado eu até posso arriscar o masculino.  </p>
<p>As coisas não são como antigamente. Pais levam filhas ao banheiro e por isso prefiro lugares que tenham o banheiro familiar. Quase sempre é meu marido que as leva ao banheiro (é um porre levar filhos no banheiro).  </p>
<p>As vezes no final da noitada, o banheiro feminino é o mais sujo e nunca tem papel. Nesses casos não tenho vergonha de tentar o masculino. Já vi cara me olhando feio, me olhando torto, mas ninguém me correu de lá. </p>
<p>Claro, alguns vão dizer que a divisão de banheiros é para segurança e conforto das mulheres, e até estão certos. Tem muito homem malcriado por aí que adora passar a mão sobre pretexto de &#8220;darmos mole&#8221;. Deve ser por isso que o Laerte, uma senhora bem mais vistosa do que eu, deva ter preferido o banheiro feminino. E ela está certa.</p>
<p>Nossos restaurantes, shoppings e outros estabelecimentos coletivos é que devem mudar, repensar a forma de nos aliviarmos de forma privada, sem ferir as individualidades de cada um. É nossa sociedade que deve mudar, deixando o 0 e 1 binários para os códigos do computador.</p>
<p>Deixem o Laerte se vestir de mulher, como deixam as mulheres vestirem calças, assim, sem perceber. Deixem ele ir ao banheiro feminino se lhe for mais conveniente. Ele é um cara legal, uma verdadeira dama.</p>
<p>Muito mais que eu. </p>
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		<title>Isso não é normal&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 03:12:04 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Êêê mundinho...]]></category>

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		<description><![CDATA[Cidade Ilógica from !sso não é Normal on Vimeo. Vi no Cris Dias, e é por essas e outras que eu não fui viver em Sampa depois que me formei. Adoro a cidade, os lugares, as oportunidades, mas a qualidade &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2011/03/isso-nao-e-normal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/12497366" width="400" height="225" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/12497366">Cidade Ilógica</a> from <a href="http://vimeo.com/issonaoenormal">!sso não é Normal</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Vi no <a href="http://www.crisdias.com/">Cris Dias</a>, e é por essas e outras que eu não fui viver em Sampa depois que me formei. Adoro a cidade, os lugares, as oportunidades, mas a qualidade de vida&#8230;</p>
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		<title>Viciados em sacolinhas plásticas</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 21:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garotadpi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Êêê mundinho...]]></category>

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		<description><![CDATA[No blog do Tofu vi o link dos 16 dias que uma jornalista (Christiane Lisboa) viveu sem as sacolinhas plásticas. Na boa, ela deve ter tido patrocínio de alguma empresa interessada, porque ninguém pode ser tão sem noção. Resolvi escrever &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2011/03/viciados-em-sacolinhas-plasticas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <a href="http://tofustudio.com.br/blog/">blog do Tofu</a> vi o link dos <a href="http://casadachris.uol.com.br/quintal_materia.php?id=188">16 dias</a> que uma jornalista (Christiane Lisboa) viveu sem as sacolinhas plásticas. Na boa, ela deve ter tido patrocínio de alguma empresa interessada, porque ninguém pode ser tão sem noção. </p>
<p>Resolvi escrever &#8211; passo a passo &#8211; o que ela poderia ter feito para resolver cada um dos seus &#8220;problemas&#8221;&#8230; </p>
<p><strong>DIA 1</strong></p>
<blockquote><p>Sexta. Saí da redação depois das 20h para o aniversário de uma amiga. Decidi levar umas flores e uma garrafa de vinho. A garrafa não coube na bolsa e tive que carregar vinho e flor pela Rua Augusta durante a noite. Um carro parou do meu lado e o motorista me disse: “você já vem prontinha”.
</p></blockquote>
<p>É sempre legal ter uma sacola a mão, uma ou duas no carro, uma no trabalho, tem umas como a <a href="http://samburabrasil.wordpress.com/">samburá</a> que cabem dobradinhas na bolsa e podem servir de chaveiro. Na boa, além do motorista engraçadinho, não vi grandes dramas. As flores ela ia carregar na mão de qualquer jeito&#8230;</p>
<p><strong>DIA 2</strong></p>
<blockquote><p>Sábado. Frio. Chovendo sem parar, fui na locadora tirar todos os filmes possíveis. Eles colocaram em um saquinho de papel que derreteu na chuva. Fiquei no toldo de uma padaria, com os filmes na mão, esperando ser resgatada por uma carona. Usei sacos plásticos para limpar a areia dos gatos. Decidi driblar a regra apenas nisto. Até achar outra solução.</p></blockquote>
<p>No caso dos filmes, era só ter levado a sacola. Sobre a areia dos gatos, nós enrolamos em jornal e colocamos tudo num saco de lixo de plástico oxi-biodegradável</p>
<p><strong>DIA 3</strong></p>
<blockquote><p>Domingo vou à feira. Sempre. Uso o carrinho de metal dourado mas, mesmo assim, ele tem furos e preciso dos sacos. Não consegui levar morangos e a rúcula desmontou inteira. Pelé, que vende alho e limão, achou este teste uma bobagem. Eu não sabia como tirar o lixo sem usar os saquinhos que roubo do supermercado. Usei sacos de lixo. Não sei qual a diferença.</p></blockquote>
<p>Essa mulher não conhece mesmo sacola de supermercado/feira?<br />
Na feira eu não uso carrinho (tenho, mas faz tempo que não vemos necessidade dele). Na época que usávamos, os itens mais frágeis &#8211; como morangos e bananas &#8211; sempre iam numa sacola a parte, com poucos itens. Hoje usamos apenas sacolas, e sempre uma apenas para os itens delicados.</p>
</p>
<p>Saco de lixo, se você já faz a separação, dá para investir numa <a href="http://preco2.buscape.com.br/procura?id=2768&#038;kw=tramontina+lixeira+tramontina+c+pedal+balde+inox+20+l">lixeira legal de 20L</a> e utilizar sacos de lixo oxi-biodegradáveis.
</p>
<p><strong>DIA 4</strong></p>
<blockquote><p>Segunda. Precisava comprar absorvente, shampoo, remédio para gripe e um esmalte vermelho chamado “Deixa Beijar”. Fui na farmácia como sempre: com dinheiro no bolso da calça. Percebi que as sacolinhas da farmácia são menores do que as normais e que não teriam nenhum uso alem de carregar o que comprei. Coloquei tudo que dava nos bolsos. Tive que voltar para o trabalho com um pacotinho de ob na mão. Danos morais pelo resto do dia.</p></blockquote>
<p>Dava para colocar o OB no bolso ao invés do shampoo. Sei lá, me soa meio mentira, shampoo no bolso? Leva sacola, ou uma bolsa, aguenta esses itens. E não esquece dos documentos. </p>
<p><strong>DIA 5</strong></p>
<blockquote><p>Terça. Tentei carregar em uma mão a areia e na outra a comida dos gatos. Derrubei. O saco da areia explodiu, morri em 11 pilas e ainda fui xingada por uma véia que achou que eu tava despejando sujeira na calçada. Ainda com o problema “onde armazeno lixo?”.</p></blockquote>
<p>Ela podia ter usado o carrinho de feira. O problema aqui não é a sacola, as a logística de carregar esses itens. Eu sempre dispensei a sacola, pois tá pra nascer sacola plástica que aguente o peso de ração e areia sem lanhar as mãos. Prefiro carregar na mão, ou no carrinho. E compramos de lote.</p>
<p><strong>DIA 6</strong></p>
<blockquote><p>Quarta. Fiquei neurótica. Fui no cinema e disse para a moça do bar que era estranho ela entregar uma garrafa d’agua dentro de uma sacola. Ela riu. Mas eu tava falando sério. Na saída comprei uma revista, o jornal e um chocolate. Perdi o chocolate antes de chegar em casa.</p></blockquote>
<p>Eu sempre dispenso a sacola nesses casos. Tenho bolsa, vai tudo lá.</p>
<p><strong>DIA 7</strong></p>
<blockquote><p>Quinta. Ganhei uma sacolinha de pano. Ok. Ganhei uma ecobag. Esqueci de levar a dita cuja na padaria e equilibrei pão, leite, manteiga e bolo de rolo nas mãos. Mudei a tática: encostei as coisas todas no peito. Não derrubei nada.</p></blockquote>
<p>Falta de prática. Só quatro itens? Dá para levar fácil para casa se for perto, dispensando a sacola. Mas, se for pegar ônibus, é uma das ocasiões que eu me permitiria pegar uma sacolinha plástica.</p>
<p><strong>DIA 8</strong></p>
<blockquote><p>Sexta. Sai mais cedo da redação para ir atrás de um vestido para um casamento. A loja tinha sacolinhas de pano. Falei desta matéria e a vendedora disse que muita gente acha que a sacola de pano é só embalagem e pede uma de plástico para carregar.</p></blockquote>
<p>Falta de noção das pessoas&#8230; Falta de conscientização. Mas é assim, uma a cada dia&#8230;de grão em grão&#8230;etc&#8230;</p>
<p><strong>DIA 9</strong></p>
<blockquote><p>Sábado. Perdi a sacolinha de pano no supermercado. Andei 15 minutos procurando e acho que fui roubada. Perguntei no caixa se eles tinham sacolas de papel. Não tinham. Encontrei sacos “ecológicos” de 50 litros. O pacote com 15 unidades custava 18 reais. Não comprei nada e descrevi a minha bolsa em um papel destinado a diretoria. Coloquei meu celular e e-mails verdadeiros porque já não tinha mais de que sentir vergonha.</p></blockquote>
<p>Eu não entendi porque a vergonha. Item extraviado é item extraviado. Acho que ela não teria vergonha de dar queixa pela perda do celular, por exemplo.</p>
<p>De qualquer forma, uma só sacola não atende uma familia. Nós temos mais de dez, algumas ficam no carro, outras em casa. Algumas são maiores, outras mais compridas, algumas mais, outras menos resistentes. Temos duas térmicas para carnes e alimentos que precisam ser mantidos refrigerados. Já perdemos algumas (ou nos roubaram?), não sabemos. Mas volta e meia ganhamos alguma em mercado ou padaria, pois o pessoal vê que nós utilizamos.</p>
<p><strong>DIA 10</strong></p>
<blockquote><p>Domingo. Não fui na feira. Depois do roubo da sacola, ops, ecobag &#8211; Era uma Herchcovitch, aliás &#8211; levei a bolsa que uso todo dia, sem nada dentro para o supermercado. Coloquei macarrão, tomate, azeite, um pedaço de queijo, 2 garrafas de vinho e sabonete de erva doce. Ficou pesada, parecia que eu tinha roubado do super e meu amigo se recusou a carregar porque era “uma bolsa de mulher”. Tentei colocar o lixo dentro de sacos de papel e foi um nojo por causa das cascas do tomate.</p></blockquote>
<p>Ela devia levar mais de uma sacola (ver considerações do 9 dia). E, aliás, acho um porre essa modinha de &#8220;eco-bag-assinada&#8221;. Eu tenho sacolas de feira e mercado, uma sacola de praia velha convertida em sacola de feira (bem resistente) e são sacolas.</p>
<p><strong>DIA 11</strong></p>
<blockquote><p>Segunda. Fui nadar de manhã cedo. Sempre enrolo o maiô molhado em uma sacola de plástico. Como não dava, torci mais do que o costume, mesmo assim molhou toda a mochila. No fim do dia minhas roupas estavam fedendo a rato morto. A mochila ficou dois dias pendurada no sol. Tenho muito mais lixo seco (que cabe nos sacos de papel) e quase nada de orgânico, mas tenho. Uma amiga me disse no MSN: “enterra”. Mas onde, meu Deus?</p></blockquote>
<p>Enrolar maio em saco plástico? WTF??? Só não digo que nunca tinha visto isso, porque vi sim, numa academia que frequentei uma época. Na boa, se quer começar a consumir consciente, taí uma boa oportunidade. Eu sempre (nado desde os 5 anos) lavei meu equipamento de natação no banho (rápido) e deixei o maio enrolado na toalha. Cheiro de rato morto deve ter um maio que passou o dia mofando num saco plástico.</p>
<p>Olha, deve ser brincadeira, mas vá lá&#8230;se quer ser ecologista <em>hardcore</em>, instala um <a href="http://www.minhocasa.com/">minhocário</a> no apartamento. Eu tenho um. Um dia falo de como separamos o lixo lá em casa.</p>
<p><strong>DIA 12</strong></p>
<blockquote><p>Terça. Fiquei pior da gripe e pedi Naldecon-dia por telefone. Eles entregaram dentro de uma sacola. Falha. Mas eu tava com febre e decidi não me aborrecer.</p></blockquote>
<p>Em telentrega, quando o motoboy chega, nós sempre devolvemos sachês de tempero, talheres plásticos e o que mais vier. Remédio, não tem muito jeito mesmo e o plastiquinho vai direto para a pilha de reciclagem.</p>
<p>Outra coisa. Quando compramos comida fora, sempre levamos as embalagens (tupperwares) que temos em casa. Ainda espero o dia que vão nos dar bônus por isso.</p>
<p><strong><br />
DIA 13</strong></p>
<blockquote><p>Quarta. Pessoas iriam assistir o jogo na minha casa. Todo mundo trouxe cerveja dentro de sacolas. Expliquei que o propósito desta matéria era não utilizar de maneira nenhuma o objeto. Chegamos juntos a conclusão de que, tecnicamente, eu não havia utilizado nenhuma. As latinhas vazias ficam bem dentro de sacos de papel. Mas sacos de papel são difíceis de encontrar e os que eu tinha acabaram.</p></blockquote>
<p>Amassa as latinhas e coloca numa caixa de papelão, os catadores agradecem. Já as sacolinhas de plástico podem ser devolvidas a quem trouxe, com latinhas excedentes (se teve alguma), ou com uma quentinha. </p>
<p><strong>DIA 14</strong></p>
<blockquote><p>Quinta. Seu Felipe, o zelador do prédio, me disse que pega meus sacos de papel com o lixo e coloca dentro de sacos plásticos. Expliquei que eu tava me esforçando e ele disse para eu me preocupar em ouvir o som mais baixo porque a música da minha casa era alta e ruim.</p></blockquote>
<p>Aí o trabalho se estende aos outros, conscientizar a vizinhança, etc&#8230; Geralmente o pessoal da limpeza dos prédios coloca o lixo em sacos maiores e mais resistentes &#8211; pois sacolinha muito cheia rasga e faz muita sujeira. Muita gente não acondiciona o lixo direito o que dificulta ainda mais o trabalho dessas pessoas.</p>
<p>É importante que o pessoal da limpeza do prédio, junto com os moradores, aprendam a separar o lixo e o acondicionar da maneira correta. Mesmo quando não há uma coleta seletiva na cidade, existem sempre catadores, pessoas que vivem do lixo. É melhor que o lixo esteja separado para facilitar o trabalho dessas pessoas e, ao mesmo tempo, impedir que elas abram indiscriminadamente os sacos, sujando o entorno da lixeira do condomínio.</p>
<p><strong>DIA 15</strong></p>
<blockquote><p>Sexta. Tive que comprar uma antena para a televisão. Dispensei a sacola apesar de estar chovendo. Acho que estragou. Ou eu não sei instalar.</p></blockquote>
<p>Alguém dá uma sacola para essa mulher? Por favor? Uma não, duas, sem desenho assinado, de feira mesmo, assim ninguém rouba.</p>
<p>E acho que a antena deve estar funcionando.</p>
<p><strong>DIA 16</strong></p>
<blockquote><p>Sábado. Passei o dia bebendo água por causa de uma ressaca e não sai de casa nem tirei o lixo. Já não sou tão jovem quanto já fui.</p></blockquote>
<p>Mudar hábitos arraigados não é fácil. Fica mais difícil ainda se você resolve largar uma coisa sem adotar outra no lugar &#8211; no caso, uma sacola de mercado/feira (me recuso a chamar de eco-bag). É preciso ser criativo e puxar da memória de como era feito antes de tal &#8220;facilidade&#8221; &#8211; a sacolinha &#8211; existir. Nossos pais e avós andavam para lá e para cá com garrafas de vidro e compras da feira. Nunca deixaram de comprar morangos por &#8220;não ter onde carregar&#8221;, pois tinham suas sacolas a disposição. </p>
<p>A facilidade individual das sacolinhas, item descartável, é paga por todos nós e por seres vivos que não tem nada a ver com as nossas vidinhas urbanas. E o débito final dessa conta, o valor mais alto não vai ser pago por nós, mas talvez por nossos filhos e netos, bisnetos e netos dos bisnetos.</p>
<p>Dificilmente uma quimera moderna é morta, as sacolinhas ainda voarão por aí por muito tempo. E elas não são o nosso único problema. É necessário que se passe a questionar a necessidade de cada item descartável, de reduzir o consumo e procurar alternativas. É necessário conhecer as formas de produção, os atores envolvidos em cada produto/serviço a ser comprado ou consumido, para que se diminua o nosso impacto a algo que possa ser suportado pelo planeta. </p>
<p>Pois só assim nossa civilização e nossa cultura serão viáveis pelos próximos séculos.</p>
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		<title>O número mágico.</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 19:20:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não é para ser bonito. Foto DiviCity.com. Há poucos dias dois blogs que leio com frequência &#8211; o Tofu e o do Cris Dias &#8211; falaram das sacolinhas plásticas. Acho que movidos pela reportagem do The Independent. A reportagem indicava &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2011/03/o-numero-magico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/wp-content/uploads/2011/03/poluicao-com-sacolas-plasticas.jpg" alt="" /><br />
<small>Não é para ser bonito.  Foto <a href="http://www.divicity.com/portal/index.php/brasil/noticias-do-brasil/3834-no-rio-dia-do-consumidor-consciente-destaca-reducao-do-consumo-de-sacolas-plasticas.html">DiviCity.com</a>.</small></p>
<p>Há poucos dias dois blogs que leio com frequência &#8211; o <a href="http://tofustudio.com.br/blog/?p=2087">Tofu</a> e o do <a href="http://www.crisdias.com/2011/03/02/saco-plastico-causa-menos-danos-que-ecobags-diz-relatorio/comment-page-1/#comment-31150">Cris Dias</a> &#8211; falaram das sacolinhas plásticas. Acho que movidos pela <a href="http://www.independent.co.uk/environment/green-living/plastic-fantastic-carrier-bags-not-ecovillains-after-all-2220129.html">reportagem</a> do The Independent. A reportagem indicava &#8211; medindo a pegada de carbono &#8211; que as sacolas plásticas tem uma pegada menor que as de algodão.</p>
<p>O que as pessoas tem que entender &#8211; e isso deve ser apresentado aos poucos a certas pessoas sob riscos dela meterem uma bala na cabeça achando que tudo está perdido &#8211; é que o mundo é bem mais complexo do que elas imaginam. Não há pilula mágica, nem impacto zero, nem temos todas as respostas para todos os problemas. As pessoas tem mania de se apegar a apenas um ponto, procurar um numero mágico que resolva todos os problemas.</p>
<p>A pegada de carbono tem sido o número mágico, o abacadabrada quando se fala de impacto ambiental. A<a href="http://ambiente.hsw.uol.com.br/pegada-de-carbono.htm"> pegada de carbono</a> mede o volume de dióxido de carbono (CO2) gasto/emitido para a produção de um produto, para o transporte deste até seu ponto de venda. Também serve para medir nosso impacto individual, com nossas atitudes no dia-dia. A pegada é a vedeta atual porque trata de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás, e da produção de bens sintéticos como o plástico &#8211; até o momento, os grandes vilões da nossa vida moderna.</p>
<p>Mas a pegada de carbono não mede os estragos que os produtos podem ocasionar durante seu uso e descarte, quantas<a href="http://www.guiavegano.com.br/vegan/ecologia/oceano-de-plastico">vidas pode matar</a> uma tampinha de refrigerante perdida por 400 anos no mar.  É certo que alguns dos brinquedos que perdemos no parquinho vão &#8211; um dia &#8211; parar no estomago de algum animal. A pegada também não mede o metano (me corrijam?), emitido por vacas e outros animais, nem os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bisfenol_A">malefícios de outras substâncias</a> ligadas ao plástico. </p>
<p>Enfim, a pegada é um indicativo, mas não é o único, quando se trata de meio ambiente.  E é claro, que sob vista da medição da pegada de carbono, uma sacola de algodão pode sim, ter um impacto maior que uma de plástico, dependendo de onde o algodão veio, como foi produzido e como &#8211; e por quanto tempo &#8211; vai ser utilizada. </p>
<p>Mas se você descarta uma sacola de algodão como se fosse um item da moda do ano passado, desculpe, você está fazendo algo errado.</p>
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		<title>Guerrilha urbana</title>
		<link>http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2011/03/guerrilha-urbana/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 18:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garotadpi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Copos plásticos no RU_UnB pendurados no restaurante universitário da Universidade de Brasília simbolizavam o protesto contra seu uso indiscriminado. Nov 2008. Mandei o email abaixo para o pessoal do trabalho: Pessoal; Deixei algumas canecas para serem adotadas. Para quem não &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2011/03/guerrilha-urbana/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/wp-content/uploads/2011/03/padrão-copo-plastico.jpg" alt="" /></p>
<p class="small"><a href="http://sofaparadois.blogspot.com/2009/07/copos-plasticos-no-ruunb.html">Copos plásticos no RU_UnB</a>  pendurados no restaurante universitário da Universidade de Brasília  simbolizavam o protesto contra seu uso indiscriminado. Nov 2008.</p>
<p>Mandei o email abaixo para o pessoal do trabalho:</p>
<blockquote><p>
Pessoal;<br />
Deixei algumas canecas para serem adotadas.</p>
<p>Para quem não sabe o copo plástico é feito de plastico tipo 6, um dos mais difíceis de ser reciclado. Por isso o destino deles é &#8211; geralmente &#8211; o lixão ou o mar, por onde pode ficar até por 400 anos matando alguns bichinhos como peixes, tartarugas e aves marinhas.</p>
<p>Se ainda não se convenceram &#8211; o tipo 6 libera substancias tóxicas quando em contato com líquidos aquecidos como o café.<br />
<strong>Noticia do Terra</strong></p>
<h3><a href=" http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI443528-EI298,00.html ">Copo descartável libera substância cancerígena</a></p>
<p>
Pesquisa realizada pelo Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revela que a quantidade de estireno presente nos copos descartáveis é &#8220;parcialmente&#8221; acima do recomendado pelo Ministério da Saúde. Os copos plásticos possuem poliestireno (derivado do petróleo) que submetido ao calor libera o estireno, monômero tóxico apontado como cancerígeno.
</p>
<p>
O contato com o estireno ocorre no momento em que se bebe um líquido quente, como o café. A pesquisa dos professores Jailson de Andrade e Pedro Afonso de Paula Pereira (do Instituto de Química) e do engenheiro químico Rodolfo Figueiredo de Oliveira, indica que a quantidade de estireno liberada pelos copos, em 10 minutos de contato, está em torno de 13,6 e 49,3ng/ml-I. A norma do ministério da Saúde restringe a 20ng/ml-I o índice.
</p>
<p>
O estudo foi financiado pela Fapesb e pelo CNPq. </p>
</h3>
</blockquote>
<p>Apesar da chacota inicial, com direito a um dos caras cantar musiquinhas sobre tartarugas voando de galho em galho, apenas uma das 6 canecas postas a adoção, foi recusada (era bem personalizada).</p>
<p>E vários colegas adotaram outras canecas e garrafinhas para tomarem água.</p>
<p> Ou seja, a despeito da chacota inicial, algo foi feito, algo mudou. </p>
<p>Então amigo consciente, que está aí morrendo de vergonha de sair do armário, ir a luta, propor mudanças&#8230;não esmoreça! Proponha, leve canecas para o trabalho e as deixe para adoção. </p>
<p>
Um dia os outros vão se dar conta também.</p>
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