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	<title>BlogDpi &#187; Filosofada!</title>
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		<title>Macacos</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 03:59:12 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Apenas um dia...]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Era 2004, 2005 no curso de desenho industrial, alguém (acho que a Renata) desenhou o novo adesivo para darmos no pedágio da excursão para um dos NDesign. Sempre fazíamos isso, se alguém no cruzamento, dava uma certa quantidade de dinheiro, &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2010/08/macacos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/wp-content/uploads/2010/08/Toshogu.jpg" alt=""  /></p>
<p>Era 2004, 2005 no curso de desenho industrial, alguém (acho que a Renata) desenhou o novo adesivo para darmos no pedágio da excursão para um dos NDesign. Sempre fazíamos isso, se alguém no cruzamento, dava uma certa quantidade de dinheiro, ganhava um adesivo. O meu do alien já era coisa do passado.</p>
<p>O novo adesivo fazia alusão aos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%AAs_Macacos_S%C3%A1bios">Três Macacos Sábios</a>, mas ao contrário dos macacos da lenda, tinham os olhos, os ouvidos e a boca bem abertos.</p>
<p>&#8220;Que espertos somos!&#8221;  &#8211; pensei na época. Pois estávamos alertas a tudo.</p>
<p>Como éramos ingênuos &#8211;  penso hoje. Não que a idéia estivesse errada, devemos estar alertas para o mal, mas devemos ouvi-lo, vê-lo e divulgá-lo?</p>
<p>O mal é uma instituição humana. Não existem animais bons ou maus. O mal deriva da nossa cultura. O mal, em seu estado cru &#8211; poderia ser definido como tudo que é prejudicial, aquilo que eu (ou outro) faz com fins de prejudicar a si ou a outro. Com o tempo o mal criou nuances tão complexas é que praticamente defini-lo sem uma moral por trás, um ponto de apoio. O mal tornou-se relativo. O conceito de mal pode ser corrompido, torcido de forma a nos beneficiar contra outro &#8211; o inimigo.</p>
<p>Toda pessoa carrega um pouco (ou muito) de mal em si. Não é nossa culpa, todo ser vivo tem um papel criador e destruidor dentro da natureza. Nós humanos apenas complicamos um pouco.</p>
<p>Agora, na natureza, nenhuma destruição é fortuita, toda destruição cria algo. Não é o que ocorre na nossa cultura.</p>
<p>Na nossa cultura, se destrói apenas pelo prazer de ver algo destruído. Isso podemos chamar de mal. Ver e assistir esse mal, faz com que ele se engrandeça, cresça, mas não gere, nem crie, nada.</p>
<p>Um exemplo, bem tosco, seria as pessoas que passam devagar para ver um acidente, o que congestiona o transito e pode causar outro acidente. Outro é nossa TV, os telejornais. Antigamente era fácil identificar os veiculos de imprensa onde  &#8221; se torcer o papel vai sair sangue&#8221;. Hoje não é mais possivel. A mídia explora até o ultimo grito tragédias pessoas, familiares. As joga na TV na hora do café, na hora do almoço, as debate enquanto a apresentadora do programa matinal retira o prato do dia do forno.</p>
<p>O que os macacos tem a nos ensinar não é fechar os olhos a tudo isso, mas dar um basta e cortar o círculo vicioso.</p>
<p>&#8220;Falem mal, mas falem de mim&#8221; diz a noticia. Não falo, troco de canal, desligo a TV. A última fofoca do artista Global. Que me interessa? nada. Não leio.<br />
<strong><br />
Disseminar o mal, faz com que ele pareça maior do que ele é. </strong></p>
<p>&#8220;O reitor da universidade é do PCC, São Paulo tá tomada!&#8221; &#8211; Tens como confirmar? Senão é fofoca. Não passo adiante.</p>
<p>Entendam que não é negar que um problema existe. Não é negar, por exemplo, que a violência em uma cidade cresce logo depois que o crack aporta. Mas é tentar ver as coisas como elas são e não ficar paralisado, não se deixar levar pela onda.</p>
<p>Vejo pessoas gastando uma energia preciosa em ódio a algo. Tuitando que odeiam certo programa da TV, certa pessoa, Quando era subsindica, ouvia reclamações do namorado traficante da vizinha que corria nu pelos corredores. Toda reunião de condomínio fazia constar em ata as reclamações, toda reclamação na minha porta pedia para enviar por escrito (nunca aconteceu). Apenas um ressentimento amargo gerado e todos empurravam, contrariados, o problema com a barriga. Porque todos tinham medo do cara que, diziam, tinha perseguido um vizinho com uma faca.</p>
<p>Eu confrontei o cara e (por sorte?) sobrevivi. Eu apenas fiz o que devia ser feito, não ouvi o mal, não deixei que ele parecesse maior do que ele era. E isso foi a chave para que, dois meses depois, eles fossem embora.</p>
<p>Espero, sinceramente, que os dois estejam bem e que estejam criando o guri (sim! &#8211; os dois tinham um filho!) bem. Porque? Por que eu não tenho nada a ganhar desejando o mal para uma pessoa. Sei que todos os dados jogam contra aqueles dois mas, quem sabe? Qual a probabilidade de uma joaninha pousar no meu teclado próximo a meia-noite?</p>
<p>Eu  não ganho nada desejando mal a alguém. Não crio nada.<br />
Mas não quer dizer que eu seja perfeita, já errei, erro e não tenho ilusão nenhuma de que não vá errar novamente.</p>
<p>Detestei a antiga professora da Sofia. Mas nunca quis que um raio caísse na cabeça dela (ok, eu quis). Eu ia falar com ela, falar com a diretora, decidi estudar melhor, ver outra escola para Sofia (isso ainda vou fazer). No primeiro dia de volta as aulas cheguei armada e&#8230;a professora foi embora. Quantas noites perdi ensaiando meu discurso vociferado? Três noites tentando pegar no sono me preocupando com isso.</p>
<p>Quanto tempo desperdiçado&#8230; ainda tenho muito a aprender com os macacos. Não, não me sinto culpada por nada e não acho que minhas &#8220;bad vibes&#8221; tenham influenciado a saida dela. Mas perdi um tempo precioso da minha vida com isso. E é esse o ponto.</p>
<p>Outra hora continuo&#8230;.tá mais que na hora de dormir. </p>
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		<title>Espelho, espelho meu&#8230; (parte 1)</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jan 2008 03:07:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garotadpi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso uma coisa: Adoro olhar mulheres*. Desde pequena, no vestiário feminino da natação. Curvas, proporções. Fico tentada a pedir: &#8211; Espera um pouco! Deixa eu te desenhar! Na falta de um caderno cheio de rascunhos que comprove digo: não há &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2008/01/espelho-espelho-meu-parte-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso uma coisa: Adoro olhar mulheres*. Desde pequena, no vestiário feminino da natação. Curvas, proporções. Fico tentada a pedir: &#8211; Espera um pouco! Deixa eu te desenhar!</p>
<p>Na falta de um caderno cheio de rascunhos que comprove digo: não há mulher feia. Há as que não se gostam. </p>
<p>Claro que há defeitos: uma gordura alí, um peito caído lá, um descuido mais adiante. Mas, dificilmente, o conjunto é desproporcional. Há sempre um sorriso, uma personalidade, uma covinha, uma curva, uma história.</p>
<p>Me lembro da amiga que tinha um nariz que lhe dava uma personalidade especial (tive várias amigas assim, nenhuma delas acho, precisava realmente de uma plástica, mas no caso desta em particular). Eu achava aquele nariz lindo, era uma Mona Lisa latina. Depois de confessar o que pensava num café, ela me falou que eu fui uma das duas únicas pessoas que disse que o serviço tinha ficado bom, mas que gostava do antigo. Ela falou que estava feliz porque agora enxergava em 180 graus. Tive que concordar que, se era por isso, a cirurgia tinha sido boa.</p>
<p>E sorte que o médico não &#8220;falquejara&#8221; o nariz. Dá pra ver um nariz falquejado de plástica a distância. Um dia me peguei olhando fixo para uma colega de aula. Uma amiga minha, notando o minha cisma (e a falta completa de interesse na aula), me perguntou o que havia. &#8211; Algo não fecha &#8211; respondi. Na minha cabeça uma série de linhas, curvas eram traçadas e o resultado era sempre inconclusivo. Minha amiga, ao deduzir minha cisma, matou a charada: &#8211; Ela fez plástica.<br />
Sim, ela tinha feito. O nariz, arrebitado, lindo, destoava pelas pequenas proporções no rosto de contornos vitorianos. Uma pena. </p>
<p>A partir daí, por esporte, treino de visão, passei a notar qualquer nariz &#8220;reformado&#8221;. Até um dia, vendo o jornal, cismei com o Romário. Sim, ele refez o nariz para parecer mais novo.</p>
<p>(A medida que envelhecemos, nosso nariz e orelhas caem e ficam maiores. Se você fuma, esse processo se acelera de forma exponencial. Porisso muita gente nova que fuma diz que não dá nada. Mas espere até os quarenta. O que para os outros será uma descida tranquila, para o fumante será morro abaixo sem freios).</p>
<p>Não sou contra a plástica, ou qualquer outra intervenção cirúrgica que faça a pessoa se sentir melhor. Desde que seja feita de forma consciente. Sou contra sim, à banalização. A meninas colocando silicone antes dos 18, a mulheres que não conseguem dormir, viver, sair, ou amar por conta de centimetros a mais de culote. Mulheres escravas da aparência e da moda, as que tentam parecer tão novas quanto as suas filhas, que se mutilam, inexpressivas a agulhadas de botox**. Burro também é o salto, que deforma tanto a coluna quanto os pés. Já nos basta a depiladora, a manicure e o cabeleleiro. </p>
<p>E a TV, revistas nos vendem isso. Hoje me apavoro quando leio a capa da NOVA. Para mim aquilo é &#8220;A revista da mulher neurótica&#8221;. Tem bem mais mulher expondo a pele (photoshopada) em poses sensuais que muita revista masculina. Você tem que saber o &#8220;cama sutra***&#8221; de cor, nada tremer enquanto transa, tem bumbum, barriga, tudo durinho (ou como um amigo gay disse uma vez &#8211; mulher com abdomen de homem), ser mãe, amante e profissional perfeita. Ahhhh pobre mulher que não pode soltar um flato na frente do parceiro de anos. Ele pode te trair! E você tem que ser magra, mas muiiito magra, comer só alface, maçãs e cenouras. Viva a ditadura do cabide humano! A Gisele Bundchen tem um rosto lindo e é super-simpática mas usá-la como referencia de beleza feminina é burrice. É como usar o Michael Jordan como parâmetro de beleza masculina. Ambos foram &#8220;talhados&#8221;, tem um biotipo incomum que lhes favorece nas suas profissões. Mas 99,99&#8230;% da população mundial não é nem modelo, nem jogador de basquete. </p>
<p>Então, amiga, relaxe: <em>Mens sana in corpore sano.</em></p>
<p>Uma vez me disseram que mulheres se arrumam para outras mulheres (dado isso, devo ser macho, porque não ligo). E homem que é macho gosta da mulher do jeito que ela é, com todas suas curvas, falta de, defeitinhos e contradições.</p>
<p>Como ia dizendo, não conheço mulher feia. Conheço as inseguras, as sem-amor-próprio. Toda mulher confiante é linda aos olhos dos outros****.</p>
<hr />
<small>* Homens são legais, servem para o que servem. Mas na aparência são retos, ruins de desenhar. Não gosto de músculos hipertrofiados então para mim é muito difícil desenhar um homem.<br />
**Meu novo passatempo desde que notei o queixo &#8220;congelado&#8221; da Cristiane Torloni. Eu cismo muito quando algo &#8220;não fecha&#8221;.<br />
*** Assim mesmo.<br />
**** Resumindo Aisha: Baranga é o codenome drag-queen do infeliz que te deixar.</small></p>
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		<title>Sobre livros e gostar de ler</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 23:34:25 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Apenas um dia...]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Cena 1: Ônibus universitário cheio uma mãe grita com o filho. - A professora disse que você tem que ler, Lê (mostrando um jornal)! Lê isso aqui! A criança balbucia. A mãe impaciente dá um tapa na cabeça no guri. &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2007/12/sobre-livros-e-gostar-de-ler/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cena 1:<br />
Ônibus universitário cheio uma mãe grita com o filho.<br />
- A professora disse que você tem que ler, Lê (mostrando um jornal)! Lê isso aqui! </p>
<p>A criança balbucia. A mãe impaciente dá um tapa na cabeça no guri. Fim de espetáculo.</p>
<p>Eu quase me intrometi. Mas ficquei com medo de levar uma coça da mãe raivosa. Afinal, ela queria mesmo que o filho lêsse? pelo jeito nem ela era acostumada a ler. Ninguém com o hábito de leitura força outra pessoa a ler, principalmente algo inadequado como um jornal. Minha vontade era descer no próximo ponto  e comprar uma pilha de revistinhas para o guri. E ter um papo franco e amigável com a mãe sobre gostar de ler.</p>
<p>*****<br />
Cena 2<br />
Um colega deixa uma pilha de livros para doar. Nada extraordinário: um manual de acampamento, um romance infanto juvenil obscuro, um livro de auto-ajuda com uma capa legal. </p>
<p>Ninguém da sala se interessa.</p>
<p>Ofereço os livros para a servente que leva todos. O argumento:<br />
- Volta e meia meus filhos tem que ler algo e apresentar trabalho.</p>
<p>*****<br />
A conclusão que chego, não baseado em apenas esses dois casos, é que brasileiro lê por obrigação. Vê a leitura como uma tarefa (ingrata) a ser cumprida.</p>
<p>Penso de quem é a culpa. Não existe resposta fácil. Pouco acesso a bibliotecas, bibliotecas pouco amigáveis, pouco estimulo a leitura nas séries iniciais, pais que não lêem (a falta de exemplo), a marginalização de leituras como os quadrinhos, etc, etc, etc&#8230;</p>
<p>Meus pais não são ratos de livro como eu. Mas eu cresci num ambiente onde livros faziam parte. Me lembro dos meus pais lendo nas férias, no banheiro. Sempre havia livros nas mesas de cabeceiras. Meu pai lia Asterix para eu e minha irmã dormir. Ela não é uma rata de livros mas lê bem mais que a média nacional (1.8 livros por ano).  </p>
<p>Na escola, aos sete anos, tinha um dia especial para mim. Semana sim, semana não a turma era levada para a biblioteca infantil. Lá num tapete enorme e várias almofadas podíamos escolher qualquer livro da estante e ler. A professora lia também e podia pegar livros emprestados, o que eu fazia com frequencia.</p>
<p>Era um dia da semana muito aguardado. Me espreguiçar numa almofada naquele tapete azul felpudo.</p>
<p>Amante dos livros, acabei ensinando, sem querer, outras amigas a gostar de ler. Eu indicava, emprestava os livros que eu tinha gostado.</p>
<p>Talvez o caminho seja esse. Passar adiante o seu gosto pela leitura, indicar livros e ver no que dá. Hoje escolhi alguns livros. Vou levá-los amanhã para a Geralda. Quem sabe eu consiga dar um gosto para transformar um trabalho ingrato numa tarefa prazerosa? </p>
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		<title>Muitas de mim</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2007 17:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>garotadpi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia autorizada]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofada!]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho ouvido antigas músicas e despertando antigos hábitos. Coisas de uma época que passou e deixou ensinamentos. Ontem costurei uma faixa para usar por baixo das batas, que teimam em exibir meu sutiã. Usei as pernas de uma calça velha, &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2007/03/muitas-de-mim/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho ouvido antigas músicas e despertando antigos hábitos. Coisas de uma época que passou e deixou ensinamentos.</p>
<p>Ontem costurei uma faixa para usar por baixo das batas, que teimam em exibir meu sutiã. Usei as pernas de uma calça velha, há muito que virou bermuda e há muito que foi doada. As pernas eu sempre guardo, coisas que a mãe da gente põe na nossa cabeça de forma quase imperceptível. </p>
<p>Me lembrei da época que eu &#8216;customizava&#8217; minhas roupas, antes disso virar forma e esses termo ser inventado. Eu não era punk, mas eu nunca curti as roupas tais como eram entregues nas lojas &#8211; ombreiras, golas altas, resquícios da década perdida. A tesoura corria solta&#8230;eu queria mesmo mostrar a alça do sutiã, da regata. Quando aprendi serigrafia na faculdade perdia parte do meu tempo criando estampas e imprimindo em camisetas e moletons. </p>
<p>Bons tempos&#8230; mas eu também tinha raiva, impaciência e não entendia a marcha lenta dos que andavam comigo. Durante um tempo eu não entendia e não aceitava, meu humor mordaz afastou algumas pessoas, que nunca fizeram falta. Se por um lado descobri meus melhores amigos sendo desse jeito, notei que além dos grandes filhas-da-puta, eu estava afastando pessoas sem dar o tempo de conhecê-las. </p>
<p>Etapa 2, já depois de formada, alguns anos de trabalho, aprendo que não é crime imperdoável as pessoas não seguirem meu ritmo. Diminuo o ritmo e vario os projetos 0-de que adianta acabar as coisas em dois dias se o resto da equipe ainda rumina o que deve ser feito?</p>
<p>Outra coisa, de que adianta idéias brilhantes se depois que vc sair elas vão ser jogadas aos porcos? Deve ser construído um alicerce sólido, cuja uma das bases é poder deixar herdeiros, criar discípulos&#8230;</p>
<p>Anos a mais redescubro que algumas pessoas merecem mesmo um pé no traseiro e que tem vagabundo que só funciona na base da ameaça e do grito.  E que eu não preciso levar ao pé da letra a história de respeitar o ritmo dos outros. Eu sou o cara do tambor que marca o compasso da galera.</p>
<p>E nesse acelera/acompanha eu busco um equilíbrio&#8230;Etapa 3.</p>
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		<title>Outro passo.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Feb 2007 17:17:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tenho filosofado muito, por horas sobre os valores/comportamento da sociedade, das pessoas. Acho que cheguei num ponto do caminho onde boa parte dos lugares comuns me parecem absurdos, mas eu ainda não consigo passar isso de uma inteligivel as pessoas. &#8230; <a href="http://www.garotadpi.com.br/blogdpi/2007/02/outro-passo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho filosofado muito, por horas sobre os valores/comportamento da sociedade, das pessoas. Acho que cheguei num ponto do caminho onde boa parte dos lugares comuns me parecem absurdos, mas eu ainda não consigo passar isso de uma inteligivel as pessoas. Tenho a impressão que muita gente me acha uma bicho-grilo pretensiosa.</p>
<p>Eu encaro a minha vida como um caminho sem um objetivo específico, só aprender e fazer o que eu gosto. Tenho obrigações cotidianas como qualquer pessoa: pagar contas, trabalhar, arrumar a casa. Tenho preocupações como qualquer pessoa, fico triste, fico feliz, chateada, ansiosa, de cara. Erro, até bastante. Mas eu tento manter as coisas com o tamanho que elas merecem, afinal, tudo é transitório. </p>
<p>Tenho pensado muito porque acho que a hora de decidir por um dos caminhos da bifurcação. A vinda da Sofia foi só um &#8220;dá ou desce&#8221;. Meu lado preguiçoso me pedia mais uns dois anos, já minha agenda-humana em coro com o relógio biológico me dizia que já estava passando da hora. Profissionalmente faz tempo que penso em parar de seguir a corrente. Sei onde é o final desse caminho, onde posso parar se resolver subir a escada. É o que muita gente espera, almeja, muitos pelos motivos errados. Ela não me impressiona, nem me é atrativa. Eu sei que sou capaz, eu sei que a briga seria feia, eu sei que poderia contribuir com algo positivo e verdadeiro, mas não estou &#8220;a afim&#8221;. Quero explorar outros cantos. A única coisa que me impede é a inércia da rotina, ficar onde está é mais fácil que mandar a vaca pro brejo e recomeçar. </p>
<p>Faz tempo que pretendo tirar um tempo do trabalho para planejar esse novo caminho. Escolher uma entre as milhares de alternativas.  Um sabático, como chamam. A licença maternidade vem a calhar. </p>
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