No fim de semana…
Um Seminário à tarde e poucas horas da manhã livres. O seminário era trabalho, então não conta aqui.
Eu amo o bairro da Liberdade em São Paulo. Como o Tiago bem disse, boa parte da nossa casa seria montada com coisas de lá, caso morássemos em Sampa.
Fiquei babando por uma sala feita de futtons que vi numa vitrine. O Tiago viu um yukata que ficaria uma graça na Sofia. E as tranqueiras de cozinha? E a banca com peixes ornamentais da feirinha? E os restaurantes? E AMO peixe. Queria ter comido mais e com mais calma aquele dia. Mas o tempo urgia.
E sim, o Ailton continua um anfitrião impecável ![]()
Pirinópolis - parte 3
Acordei com dor nas pernas da caminhada do dia anterior. Tetntei ver os tucanos que, disseram, eram os responsaveis pela barulhada matutina. Acordei tarde, eles já tinham ido embora.
O Tiago tinha combinado uma ida a outra pousada, rural, para uma tirolesa. Eu estava em duvida se ia aprticipar, mas estava animada com a trilha e a possibilidade de toamr mais uns banhos de cachoeiras.
Eu adoro fazer trilhas, andar no meio do mato e cachoeiras. E, apesar de sentir falta de telas nas janelas (aquelas removiveis mesmo), a suite era bem charmosinha. Então, a despeito do choque do primeiro dia, eu estava curtindo a estada.
Descemos para o café, o resto do pessoal tinha acordado tarde também, então a saída para a outra pousada iria demorar um pouco.
Comemos tranquilamente e esperamos o resto do pessoal se organizar.
A outra pousada ficava mais para dentro do parque, para o lado de Cocalzinho. No caminho, muito cerrado, seriemas e duas araras lindas.
O guia contou o motivo das cruzes brancas. Não era a sinalização de acidentes mortais, mas sim, de uma procissão realizada todos os anos, da cidade à uma igreja que ficava em cima do morro. Ainda contou que vinha muita gente de pés descalços.
Fiquei aliviada que não eram acidentes. Logo mais adiante vi a tal igrejinha e, desculpem-me os crentes, santa ignorância!
A outra pousada era mais rural, os donos também criavam gado premiado. Era possivel andar a cavalo.
Mas viemos para a tirolesa.
Começamos a trilha, o guia, filho do dono da pousada mostrava os trechos que tinham sido reflorestados, mostrava os funis das aranhas tecelâs, algumas árvores como o Jatobá.
Talvez por ser um cerrado, árvores como o jatobá, enormes, sejam tão reverenciadas. Mas para quem veio do sul com suas figueiras, jacarandás, timbaúvas, araucarias, um jatobá é mais um.
Mas foi legal ver.
Eu me diverti passando por uma ponte pensil. Além do grupo e do guia tinhamos mais um companheiro. Zeus, um labrador muito fofo. Chegamos na primeira cachoeira. O pessoal caiu direto. eu esperei um pouco. Erro, alguams jataís cairam em cima de mim e da menininha que acompanhabva o grupo. Jataís são as abelhas brasileiras, sem ferrão, pretinhas, que defendem seu território puxando os pelos, cabelos das pessoas. Entrei na água para me livarar das bichinhas, mas passei o resto do passeio retirando pequenas jataís mortas do meu cabelo.
A água estava fria e o leito cheio de folhas. O Tiago não entrou. Demoramos para sair porque todo mundo queria bater fotos do Zeus pegando paus na água. O guia atirava o pau e o bicho se atirava lá de cima. As vezes ele pegava outro pau por engano, subia e devolvia.
Continuamos até a outra cachoeira. Essa era menor, um pequeno poço com areia branquinha no fundo. àgua muito boa. Até o Ti entrou.
Seguimos para a tirolesa. Em campo aberto resolvi bater fotos das pequenas flores, usando a macro. Adoro bater fotos de pequenas coisas com a macro.
- Tu não vai te livrar da tirolesa Fê - disse o Tiago.
Não tinha proque apressar o passo. Ia todo mundo, um de cada vez, então ia demorar.
(continua)
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Não dormi bem a noite. Parte pelo escuro total, parte por termos fechado as janelas e eu tive medo de morrer abafada, mas principalmente, por querer que a noite passasse logo. Eu queria dar um jeito na situação, descer cedo e arranjar outra pousada. O maior problema seria fazer isso sem melindrar o Tiago. Afinal a culpa não era dele da mulher ter enganado a gente, mas vá explicar.
Missão impossivel.
Iniciamos o dia discutindo. O Tiago inconformado, achando que tinha feito tudo errado. Caraca! Por que os homens não conseguem separar as coisas? Argumentei que ficariamos presos ali, pois o Tama era apenas um paliozinho 1.0, não um Land Rover. Vamos pegar uma pousada mais acessível? O Tiago fechou a cara, disse que estava acostumado com isso, que os pais dele, blá, blá, blá. E encerrou o assunto, emburrado.
Ok, pensei, cabeça dura. E dei adeus aos passeios que planejava em fazer e já fiquei imaginando o Tiago tendo piti quando o Tama, numa daquelas curvas de cabrito, desse seu último suspiro.
Fomos tomar o café amuados um com o outro. Ainda tive que aguentar a abelhice da dona da pousada e da secretaria que, dormindo na suite de baixo, deviam ter ouvido tudo.
Durante o café fiquei observando o lugar. havia outros hóspedes, um grupo de amigos, mais velhos que nós, já com familia, filhos e algumas esposas gravidíssimas.
A secretária, Marga, nos emprestou alguns livros que a dona da pousada tinah escrito. Livros nova era. Bom eu queria mesmo era ver os livros grandes sobre pássaros. Mas o Ti pegou o livros e levou para o quarto.
Meu humor estava melhorando. O lugar era bem bonito e estava cheio de borboletas. Um guia convidou para irmos até a cachoeira mais próxima. Eu topei na hora. Fomos nós, o guia e mais dois caras estranhos.
Logo na saída demos de cara com uma cascavel descansando no alpedre de um dos chalés. Enquanto o guia tentanava explicar que não ia matar a cobra para os dois esquisitos (sim, minhas suspeitas estavam certas) peguei a máquina e bati uma foto, aí o Tiago pegou a máquina e chegou pertinho do bicho, batendo mais fotos. O bicho, incomodado, partiu pro mato.
Continuamos a trilha. Formigas enormes, plantas estranhas. Algyuams acrobacias e chegamos na cachoeira. Linda! Tirei os tenis, a roupa e cai na água.
Logo o guia foi embora, depois os esquisitos (que nem vimos sair) ficamos lá sozinhos, aproveitando a cachoeira. Voltamos, minhas coxas já doiam. Tive vontade de fazer outra trilha mas já era hora do almoço.
O almoço era bem legal, comida natural (que eu gosto), verduras, peixe. Comemos e fomos jiboiar no chalé. O Tiago omeçou a ler os livros e riu bastante com as tentativas da mulher em tornar um cachorro vegetariano. O cachorro fugiu tempos depois.
A noite caiu e o resolvemos ir para Pirinópolis. Isso mesmo, íamos encarar a estrada.
O Tiago ajustou o carro para a quilometragem e descemos contando os quilometros. Chegar ao asfalto foi um alívio.
Pirinópolis estava a mesma coisa, cheia de barzinhos abertos, lojinhas, antiquarios e a feirinha do centro da praça. Passeamos um pouco, o Tiago parou na banca de quabra-cabeças, acabou comprando um quando descobriu que não conseguia desvendá-lo. Nos idvertimos com o pai atarantado com a mãe, avó e cinco (seis?) filhos correndo pela praça. A fome bateu e depois de ver alguns restaurantes. Eu queira que o Tiago provasse galinha cabidela. Acabamos jantando no mesmo restaurante que fui em Julho passado com a Dani. Meia galinha, pois uma galinha inteira dava para umas cinco pessoas, como a eexperiencia anterior tinha me mostrado.
Depois da janta voltamos a banca de quebra-cabeças pois o Tiago ainda não tinha conseguido desvendar o dele. O cara mostrou, mostrou de novo e mais uma vez. Eu queria comprar um edredon de retalhos, mas estavam fora do orçamento. Me contentei com um tapete de retalhos multicolorido.
Novamente pegamos a estrada para a pousada. Novamente contamos a quilometragem (foi um remédio e tanto). O sono batia forte em mim (eu torcia para que o mesmo não tivesse acontecendo com o Ti). Acabamos chegando sãos e salvos.
Tinha uam fogueira com um povo em volta e a marga tinha guardado um pouco de caldo. Adradecemos, recusamos e fomos para cama.
Filed under Hackbarthos, Mochileira | Comment (0)Pirinópolis - parte 1
O Tiago resolveu contar a viagem para Pirinópolis. Conto a minha versão aqui. Vai ser legal para comparativos
A sexta foi cheia de expectativa. Sair viajar, ir a Piri com o Tiago. Coisa que eu queria fazer ha muito tempo. E o Tiago tinha sido fofinho o suficiente de tentar fazer tudo em segredo até o último minuto. Sim, seria um aniversário de dois anos bem diferente. Eu tinha feito as malas pela manhã, pego dois bons vinho e uma champagne.
Eu queria sair cedo mas o Tiago, depois eu descobri, preferia viajar à noite. Vá entender…na minha familia sempre se foge de viagens noturnas como o diabo da cruz.
Ainda tenho dúvidas sobre a forma do Tiago dirigir. Quando o Tiago fica brabo com algo ou se enerva, geralmente faz besteira. Também não é nenhum gênio das manobras. Daí a minha tensão com ele na estrada, à noite, na sua primeira viagem.
Logo na saída erramos uma entrada o retorno foi dificl e o Tiago fez uma manobra muito arriscada. Meu coração ficou apertadinho. Eram duas horas até Pirinópolis. Eu ia tentando me lembrar de pontos para não nos perdermos. A estrada é mal sinalizada e, para piorar, desssa vez o capim estava alto, o chamado capim-elefante, cobria as poucas placas da estrada.
Ah se eu soubesse que a minha tensão na estrada ia ser fichinha perto do que estava por vir.
Ao longo da viagem minha tensão diminuiu. Começamos a conversar e a tirar sarro da forma que os goianos sinalizam suas cidades sempre com “de goiás” - Cocalzinho de Goias, Corumbá de Goiás, Pirinópolis de Goías - como precisassem ter certeza absoluta que ainda estão no seu estado.
Chegamos a cidade, agora era descobrir onde ficava a pousada. Sabia que era na Reserva dos Pirineus, fora da cidade. Antes, tinhamos que catar o posto da pousada para fazer o check-in, rodadas depois, descobrimos que estava fechado.
Resolvemos ir direto a pousada então. Fora da cidade andamos alguns minutos no escuro total. O Tiago apagou as luzes para vermos o céu estrelado. Lindo.
Acendemos as luzes e entramos na estrada de terra. Logo começamos a subir a serra ingreme, numa estrada que de estarda sótinah o nome. Sempre em primeira, começamos a ter duvida se essa era a estrada. A tensão ia crencendo e eu pensava que sorte estar escuro, pois se eu visse a cidade embaixo, a altura, eu já choraria.
Resolvemos dar meia volta. Voltamos e tentamos entrar por uma picada que parecia uma estrada…demos de cara com uma cachoeira. O Tiago queria avançar, no escuro total…Eu já imaginei a gente caindo de um despenhadeiro, daí eu dei uns gritos e voltamos para o asfalto.
O Tiago resolveu ligar para a pousada. Falou alguns minutos desligou, respirou fundo e disse; Fê o caminho é esse mesmo. Foi quando eu falei que não ia subir naquele caminho de cabrito por P%@##! nenhuma. Aih foi a vez do Tiago dar uns gritos. Resolvemos subir…
Foram oito quilometros que duraram uma eternidade. Eu olhava para o lado e via cruzes brancas em alguns trechos, pensava - “alguém caiu aqui e morreu” , “casal em lua de mel despenca de desfiladeiro em Piri” . Mas chegamos, brancos de susto, exaustos e extressados, mas chegamos.
E eu com vontade de socar a cara da Loira que veio nos atender. Era a dona da pousada, juro eu queria bater naquela mulher, pegar meu dinheiro e dar meia-volta.
Mas resolvi deixar isso para o outro dia.
Descarregamos as malas…foi quando o Tiago descarregou uma panela…que raios o Tiago pretendia com uma panela?
A pousada era literalmente no meio do mato. A mulher nos deu uma lanterna para andarmos à noite até o refeitório. O quantinho era legal, aconchegante.
Exausta me atirei na cama, sem muita vontade de comemorar. Eu sei que a essas horas o Tiago estava em alas, achando que tudo tinha ido por água abaixo. Eu sá pensava em, no outro dia, pegar outra pousada num local mais civilizado. Ah…e claro…encher aquela mocreia de p@##@# por não ter avisado sobre a estrada.
- Ti, o que tem na panela?
Ele riu sem graça, exausto também…abriu e tirou um bolinho. Tive que rir. Cara, ele pensava em tudo. Também me deu um livro de presente.
-Ti…puxa…
Fiquei sem jeito. Ele não tinha culpa da escolha da pousada. Tinha planejado tudo e eu, eu tinha dado a viagem como o “nosso” presente e não tinha comprado nada de especial.
Resolvemos descer para jantar. O lugar era charmosinho. Eu tomei um caldo e o Tiago pediu uma massa. Conversamos um pouco, observando as outras pessoas. Uma senho veio nos atender. Ela me lembrou a Pri, mais velha e completamente hippie.
Mais descansados fomos dormir.
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