Archive for the ‘O país de Alice’ Category

Alice andou!

Tuesday, March 2nd, 2010


Com o vovô, originally uploaded by garotadpi.

Alice tem ensaiado passinhos ha algum tempo. Dia 26 ela deu uma carreira de quatro passos sem nenhum apoio.

Essa época na vida de um bebê é agitada e um tanto conturbada. Ela não quer ficar quieta brincando. Quer andar, andar, se apoiando em tudo e em todos.

Está menos falante, mas de vez em quando tenta repetir o que ouviu. Gosta de dar comida e pentear as pessoas. Já brinca sozinha, passa um bom tempo entretida. Seus brinquedos preferidos são os da irmã. Tenta brincar junto. Gosta de pegar objetos e entregá-los para quem estiver por perto.

Alice tem uma beleza estranha. Ela me lembra a Audrey Hepburn com aqueles olhões. É mais sem noção que a Sofia. Não sabe descer do sofá nem da cama (aprendeu). É bem dependente e manhosa. O que me preocupa um pouco. Com dois meses Sofia dormia a noite inteira. Alice tem quase um ano e eu não tenho duas boas noites de sono seguida. Uma boa noite de sono, é algo raro.

Os dentes não brotam. Estão visíveis, mas não saem. Tem dentões, como a mamãe.

E da Alice, nada?

Monday, November 16th, 2009


Bochecha, originally uploaded by garotadpi.

Sei que tenho falado demais da Sofia. Ela está numa fase fascinante, com novas descobertas todo o dia.

E a Alice?

Eu tenho evitado em falar da minha caçula. Sim, eu esperava contar boas notícias. Alice anda espertinha, já rasteja pela casa. Faz enroladas, ri para todo mundo e, esse fim de semana, começou a dar “tchauzinho”.

Mas ela não cresce.

Ela é mais gordinha que a Sofia, mas é um bebê pequeno. Ganhou muito pouco peso e cresceu muita pouca coisa esses últimos meses.

Tiago me diz que é normal. Que ele era um bebê pequeno. Eu olho as tabelinhas incorformada. Desta vez eu tenho leite. Porque ela não cresce?

E ela é temperamental para comida. As duas primeiras semanas foram uma batalha campal. Até hj ela refuga a fruta. Come contrariada. Apenas algumas colheradas.

E eu lá, as vezes até uma hora, tentando fazê-la comer. Lembrando da tabela pontuando o seu crescimento.

Ela está cheia de medicamentos, vitaminas. Talvez seja refluxo oculto. Não sei. os medicamentos só vão ter plena eficácia em um mês…se tiverem.

Em outra hora eu conto como ela é uma guria inteligente, danada e manhosa.

Não há dia igual ao outro

Tuesday, September 22nd, 2009

Não, pelo menos, quando se tem filhos.
Alice começou uma nova fase da vida: começou a comer papinha e a dormir junto com a irmã.
Ainda acorda muito durante a noite (diferente da Sofia), demora a dormir (igual a Sofia).

As noites tem sido tumultuadas. Alice acordar para mamar. Sofia acorda para conseguir um cantinho na cama dos pais. As vezes levo um sustos de dar de cara com ela – Oi! – diz, como só estivesse de passagem. Se enfia entre nós dois e puxa os cobertores.

Cama para quatro. E muita gente achava o tamanho da minha cama um exagero.
Domingo eu e o Tiago tivemos uma idéia. Deixamos as duas dormindo na nossa cama e fomos dormir na sala, no colchonete delas de brincar. Já era dia.
Quando Tiago foi espiar as duas, Sofia “lia” calmamente um livrinho enquanto Alice olhava para ela atentamente. Ao lado, outro livrinho que Sofia havia levado para Alice.

*****
Sofia costuma acordar nos domingos sem dar muita conta de nós. vai primeiro para sala, as vezes liga a TV, para depois invadir nosso quarto com brinquedos e livros. Não raro ao arrumar a cama, acho agarradinhos, carrinhos outros brinquedos miúdos, assim como livros abertos.

Ela gosta de pequenos trabalhos manuais. Tento inventar coisas para fazermos juntas como colagens, bolhinhas de sabão, etc. Nesse domingo descobri que ela gosta de ajudar na cozinha. Ajudou a encher os potes de mocacino (que fiz coma receita da Bruna). Ela pegou uma colher e começou a ajudar sem eu pedir. Deixei um pote para ela encher sozinha. A bagunça foi grande, mas ela se divertiu.

Hoje começou a tirar as fraldas. Gostou da brincadeira, mas só avisa – Xixi! – Depois que fez. E protestou um pouco para por as fraldas para dormir.
Por precaução, retiramos os tapetes até ela aprender.

As filhotas

Tuesday, September 22nd, 2009

As duas voltaram da viagem diferentes. É dificil explicar. Tem dias que vc olha e PLOP! – aconteceu algo novo.

Alice começou com a papinha. O começo foi lento, eu malacostumada com Sofia que devorou uma maçã no primeiro dia. Filhos são diferentes.
Ela já senta, durinha. Mas cai para o lado e rola atrás dos brinquedos e de novas emoções. Quando se cansa, chora um pouquinho, as vezes, basta por sentadinha de novo.

Sorri muito. Para qualquer um (menos o vovô Cacau). Fala também, muito tagarela.

Sofia está falando cada vez mais. Já pedala no seu triciclo. Teima – Não! É Meu!! – Está tentando trocar a roupa sozinha. muito independente. Já toma banho de pé, no tapetinho. Organiza os brinquedos. Lê livrinhos (sempre traz um para mana). Sabe o nome e faz os sons de um monte de animais. Dança a musica do pintinho. Pinta o rosto e as mãos com canetinha. E eu deixo.

Chega da aula cansada, pega o bico e vai dormir.

Tem falado algo estranho -Meda! – Eu acho que é palavrão, mas o Tiago insiste que não.
Hoje começou a tirar as fraldas.

A pergunta que mais ouço: – Ela tem ciúmes?
Não sei dizer ao certo. Alice tem fascinação pela mana e tenta imitá-la. pega o bico e a amadeira e tenta pô-los na boca. Já Sofia “cuida” da maninha. Se preocupa se ela chora muito e sempre traz um brinquedo ou livro para ela ler.
Mas as vezes a Alice chora raivosa quando estou com a Sofia no colo. Sofia as vezes judia a Alice e toma seus brinquedos sem razão aparente. Converso, aviso, ralho e, se for preciso, ponho de castigo. Tento me dividir. Acho que tudo decorre de querer chamar atenção. Nada fora da normalidade.

Alice – o parto – parte 1

Sunday, May 24th, 2009

Alice já tem quase três meses e eu ainda não falei nada sobre o parto. Até agora.
Como no caso da Sofia, eu queria parto normal.

Não compreendo esse afã que as brasileiras tem pela cesárea. Dizem não querer passar dor, mas permitem que seja amarradas, que lhe cortem a barriga em sete camadas, que lhe dopem. Aceitam o fato que talvez seu filho vá nascer antes da hora, que tenha problemas respiratórios, que não consiga mamar no peito. Aceitam uma cicatriz permanente e visível, dores que podem durar meses e que ficaram fora de forma durante muito, muito tempo.

Tinham me consultado de manhã cedo, acho que as nove já estava em casa. A médica queria já internar, estava com dois de dilatação, mas não haviam quartos. Voltei para casa com a recomendação de ficar quieta, deitada na cama. Teríamos um quarto a noite, quase madrugada.

Cheguei em casa deitei e peguei um livro. Sofia queria brincar, pedi que alguém a pegasse. Comecei a ler. Umas trinta páginas depois senti uma pontada. Tiago arrumava as últimas coisas em casa. Comecei a contar. Quando chamaria os outros? As contrações eram leves, mas evoluíam rápido. Tiago passou no quarto: – Vou limpar o quarto das gatas. Senti que não ia dar tempo. – Não vai, não. Nós vamos é para o hospital!

Arrumamos a mala na corrida. Qualquer coisa o hospital ficava perto. Pouco antes de sair olhei para o relógio: meio dia e três.

As contrações foram ficando mais fortes e doloridas. No carro mal dava para aguentar. Quabdo cheguei no hspital tivemos ainda que passar no consultório. A Myrian mediu a dilatação: oito. Quase pulei de alegria mas as contrações não deixavam. Tive que subir para a ala de partos de maca. É o procedimento. Mas…putz! Podiam abrir uma exceção para mulheres em trabalho de parto. Ficar sentada é uma tortura! A enfermeirinha que me levava ainda não deu conta de subir uma rampa empurrando a cadeira e tive que ajudar. Eu devia ter mandado as favas o procedimento padrão e levantado.

Não tive que perambular muito nos corredores, logo estava na sala de parto fazendo força. Tiago do meu lado. Eu fazia , fazia força e a médica só dizia: – Está errado! Força de fazer cocô! Força de fazer cocô! E eu lá procurando o ponto certo no meio da dor. E a cada contração a médica: – Está errado! Força de fazer cocô! Força de fazer cocô!

Lá pelas tantas, exausta, achei o ponto. O Tiago incentivava. Quando achei o ponto certo foram apenas duas empurradas. Cada “empurrada” era exaustiva mas, pelo menos, não doía.

Alice nasceu as 13h e 24 min.

Como no parto da Sofia, o Tiago me deixou e foi atrás do pediatra que levou a Alice. Eu fiquei alí com a equipe fazendo o “rescaldo”. Precisei apenas de um ponto e quando perguntei da placenta descobri que já a tinha expulsado.

Fui levada a sala de pós-parto onde quatro pais recentes estavam sentado ao lado de suas esposas inconscientes. Todas cesáreas. Sentei na maca e pedi mais um cobertor. Sentia o sangue sujando os lençóis e comecei a tremer por conta da adrenalina. E nada do Tiago e da Alice. Eu queria falar com alguém mas ninguém me olhava. Que diferença do parto da Sofia onde as enfermeiras tinham sido tão atenciosas.

Eu era tratada, entre eles, como a “parto normal”.

Eu tremia e batia os queijos por conta da adrenalina. Queria minha filha, queria o Tiago. As mulheres a minha volta começavam a despertar. Eu me sentia desamparada alí sozinha. Ninguém me dizia porque o Tiago demorava tanto com a Alice. Teria acontecido algo errado? Queria perguntar a alguém mas as enfermeiras estavam estrategicamente longe.

Enquanto elas dormem…

Tuesday, April 14th, 2009

Um pouco da Alice…

Ela é maior e mais gordinha que a Sofia (na mesma época). Quando chora, puxa os cabelos (sério).
Faz barulhinhos enquanto dorme. Sorri muito.

Ainda não sei muito do gênio dela. Parece ser mais manhosa que a Sofia. Logo que nasceu, era um carrapatinho que não aceitava outro colo que não fosse o meu. Olhava para os lados, assustada com o mundo.

Gosta de banho, da água caindo nas costas, não curte muito ficar de barriga para cima. Já presta atenção aos sons que ouve. Tem olhos bem expressivos. É esganada, e eu me sinto verdadeiramente sugada ao final do dia.

Até agora, poucas cólicas. Mas alterna dias de tranquilidade com dias de caos total. Nesses dias o choro corre solto e pouco posso fazer além de ficar com ela no colo.

Ela acorda poucas vezes de noite. Mas como andou gripada e golfando muito, sou eu que durmo pouco. Qualquer barulhinho (ou falta de), eu pulo da cama e fico vendo se ela está respirando.

… E um pouco de Sofia


Até agora, pouco ciúmes. Mas assim que largo a irmã, quer pular no meu colo.

Descobriu a palavra “Não”. Tudo é “não”. Tem teimado muito e acha graça quando eu a repreendo.
Também tem se negado a comer. Almoço e janta há dias que não come. Está movida a frutas e danoninho. Tem acordado de noite e ido para nossa cama. Essa noite cortei a farra e a despachei para o quarto. Chorou um pouco mas dormiu.

Lidar com essa fase não tem sido fácil. Tento não dar bola para a birra com comida e ser firme na disciplina. Uma parte sei que é para chamar atenção, e agora vem a fase infernal dos 2 anos.

Sofia quer ser independente. Não aceita mais usar babeiro, come danoninho sozinha. Ajuda a se vestir, adora a escolinha, principalmente as aulas de música. Gosta muito dos vídeos da Capucha e de ver as fotos da família. Na Tv gosta do Wow Wow Wubbzy e dos Mecanimais, desses, faz todas as poses.

Já fala no Skype, ri muito no telefone. Dá tchau e beijinhos. Adora ler e não tem rasgado mais as revistas. Gosta muito da Turma da Monica. À noite, já ouve uma história quase inteira. Fala mamãe, papai – mas não liga os nomes as pessoas. Imita os sons dos animais, desenho uma vaca e ela fez “muuu”, um cachorro, ela faz “au-au” e, se desenho um gato, “miau”. Mostra os bicho nos livros e adora rosnar como urso ou como dinossauro.

Gosta de sentar no meu colo enquanto navego na internet. Gosta de mexer no mouse e já encontrou atalhos que eu nunca teria conhecido.

Tem dias que eu não sei bem qual o meu papel, afinal parece que a Sofia nasceu sabendo tudo o que queria da vida.

E a Alice parece ir pelo mesmo caminho.