Eu estou muito, mas muito ocupada mesmo…
As pessoas andam muito ocupadas hoje em dia. Ocupadas demais. Tudo se transformou em tarefa, trabalho, coisas para fazer. Estresse no trânsito, pressa em chegar, comer na frente do computador. Tem gente que acha isso lindo, que valoriza o seu trabalho. Eu vejo alguém que precisa urgentemente aprender a priorizar, organizar sua rotina, simplificar a vida.
E isso que eu sou, assumidamente, uma workaholic.
Mas sou uma workaholic sob controle. Eu amo o que eu faço, mas não deixo que isso tome todo o meu dia. Tenho que ter tempo para cuidar da casa (coisa que gosto de fazer), fazer trabalhos manuais, brincar e curtir minha filha e meu namorado.
No caminho de casa, aproveito o tempo no trânsito para “desligar” do trabalho. Foram raras vezes que eu levei trabalho para casa. Já trabalhei final de semana, hoje não faria isso novamente sem ser absolutamente necessário. E da minha experiência, em 80% das vezes não é.
Já no trabalho, eu desligo da casa. Dona Mariana tem os telefones e qualquer coisa ela resolve. Conto nos dedos as vezes que liguei para casa, mesmo quando a Sofia estava doentinha.
Desligar dos ruídos externos, se concentrar nas tarefas, aprender a dizer não, saber priorizar e delegar são coisas que vamos aprendendo com o tempo. Mais uma vez, o Zen Habits escreveu um artigo -The Essential Time-Saving Guide for Busy People - que reflete bem parte do meu modo de viver.
Aproveitem a leitura ![]()
Da calmaria
Para ressaca - água e tempo.
Para as crianças - brinquedos.
Para casa - organização.
Levantar quando se acorda, um bom banho quente e aproveitar o dia.
Filed under 31 posts | Comment (0)Peru no forno…
E eu aqui, procurando algo sobre o que falar. Hoje de manhã fui no mercado, levei Sofia junto. Ela cansou a tal ponto que dormiu no sofá.
Mas passear com ela hoje de manhã foi especial. Não quis correr, deixei que ela passeasse livre tanto no mercadinho, quanto na papelaria. Que ela demorasse o tempo que quisesse subindo e descendo uma rampa de concreto e olhando os coelhos (que ela ainda chama de au-au) na escolinha.
Penso em ano que vem fazer isso mais vezes, sair sem pressa com ela.
Afinal é véspera de Natal o dia vai ser cheio na cozinha. Vou fazer algo que nunca fiz antes, peru e farofa. Sou reconhecidamente um perigo no fogão. A chance de dar errado é grande.
Mas vai valer a tentativa.
E hoje a noite é de festa, nada de brigas bobas (deixe para o dia 26), aproveite com que estiver junto, ria dos presentes estranhos e se divirta.
Bom Natal!
Filed under 31 posts, Mundo de Sofia | Comment (0)Para o Ano Novo
How to Press the Reset Button On Your Life - É um artigo do Zen habits para os primeiros meses do ano. Aqueles antes do carnaval e do ano realmente começar. leitura e prática recomendadas.
Filed under 31 posts | Comment (0)Notícias
As coisas andam bem tumultuadas esse final de ano. Estou com sete meses de gravidez, uma filha de um ano e meio, muita trabalho e ainda resolvi conserta o mundo até 31 de dezembro. A sorte que tenho um super-homem-moderno do meu lado que trabalha parelho nas demandas da casa e das filhas.
Semana retrasada tive contrações de braxton-hicks muito fortes. Acabei no P.A. tomando buscopan na veia. pela primeira vez na vida, tive barato com buscopan. A recomendação foi repouso relativo e suspensão de atividades físicas (Essa semana a médica liberou o pilates).Também tenho enjoado, tossido muito e com um pouco de refluxo. O que não me deixa de muito bom humor e cansada a maior parte do tempo e pouco disposta para qualquer coisa.
Mas parar está fora dos planos por hora. Porque bicho grávido quer resolver tudo em 9 meses.
Tenho algumas preocupações quanto a Alice e a Sofia. Será que eu vou amar a Alice tanto quanto amo a Sofia? Será que vou conseguir continuar dando o mesmo carinho que dou para Sofia agora?
Hoje Sofia dormiu nos meus braços. Duas horas, depois do almoço. objetivo meu e do Tiago, irmos sempre almoçar em casa com os filhos, até eles deixarem o ninho. Ela geralmente fica agitada com a nossa chegada e não conseguimos por ela para dormir tão cedo. Hoje foi gostoso, ela no meu colo, eu cantando baixinho e ela murmurando um “duh…duh…” até parar. Logo que dorme ela solta um suspiro longo e gostoso. É o sinal para pô-la na cama. Mas fiquei lá, um tempão, paquerando a minha filhota.
Com dois, três, será isso possível?
12 Dicas de Consumo Consciente no Natal
O Instituto Akatu publicou 12 Dicas de consumo consciente no Natal. Vi ontem no programa “Cidades e Soluções” da Globonews e achei interessante repassar:
- Natal com significado
- Acerte no presente
- Controle o impulso consumista do Natal
- Dê presentes alternativos
- Não compre produtos piratas ou contrabandeados
- Escolha produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis
- Avalie bem quando comprar a prazo
- Reduza o impacto das compras
- Decore conscientemente
- Faça doações
- Ceia de Natal consciente
- Dissemine o consumo consciente
Eu colocaria um 13 ítem, algo como “Aproveite e comece a reciclar” a época das festas de fim de ano são um terror para as empresas de limpeza urbana devido ao aumento do lixo gerado. Poderia ser uma festa para os catadores, se todo esse lixo estivesse separado: latas de aluminio, vidro, papel, etc. Não custa nada durante a festa deixar um saco (ou dois) na área de serviço para o descarte das latas e outro para os de papel de presente e outras embalagens. Minha familia faz todo o ano e isso contribui para a arrumação da casa pós-festa.
Para ver a lista em pormenores acesse o artigo completo no sítio do Akatu.
Filed under 31 posts | Comment (0)A tragédia dos comuns
Um argumento que ouço constantemente quando conto que fazemos o reapoveitamento da água do banho da Sofia, diminuimos e reciclamos o lixo lá de casa, temos um minhocário e usamos sacolas de pano para ir ao mercado é: “Mas só vocês fazem isso. Ninguém mais faz. Um dia o governo vai ter que dar uma solução decente para isso.”
Não duvido que o governo vá se mexer quando a situação ficar realmente feia. Mas basta olhar os desastres que tem ocorrido para constatar que talvez isso só ocorra depois que milhares de pessoas tenham sido prejudicadas.
Não podemos depender do governo, cobrar sim, depender não.
Também não podemos esperar que outras pessoas comecem a fazer para começarmos a nos mover. A desculpa de que “todo mundo faz, porque eu não?” ou “O que é público não é de ninguém” faz parte de um fenômeno social/econômico conhecido como a tragédia dos comuns.
A “tragédia dos comuns” é caracterizada pelo conflito entre o interesse individual e o bem comum. Exemplo, a exploração imobiliaria e a falta de um plano diretor consistente em muitos municípios. É caracterizado pelo livre acesso e a demanda irrestrita de um recurso finito. Exemplo: É mais cômodo usar sacolas de plástico oferecidas pelo mercado que lembrar de trazer - toda a vez - sacolas de pano de casa.
Os efeitos dessa superexploração dos bens comuns é claramente visível na nossa sociedade atual. Os alagamentos e enchentes ocorridos nesse ano devem-se muito ao assoreamento dos rios, a ocupação indevida de terrenos e ao lixo jogado na rua. Atrás de cada um desses desastres existem várias pessoas que não cuidaram nem acondicionaram direito do seu lixo, que ocuparam e devastaram áreas de morros e matas ciliares, pessoas que mandaram desmatar, construir e que desobedeceram leis ambientais, pessoas que aceitaram subornos, deram pouca importancia a problemas ou resolveram passá-los a seu sucessor.
Atrás de cada tragédia existem pessoas que deixaram de agir.
Filed under 31 posts | Comment (0)Elevador social e de serviço
Para mim elevador de serviço sempre teve um objetivo claro: serviço. Ele geralmente tem uma manta acolchoada e é mais fundo por conta das mudanças que carrega. Ele também dá acesso a garagem para podermos levar as compras de mercado com o carrinho do prédio. Ele sacoleja um pouco mais e é mais maltratado pela serviço pesado que presta.
Era assim que eu pensava. Até ver que o elevador de serviço servia como um divisor social.
Empregados são proibidos, por escrito ou tacidamente, a frequentarem o elevador de serviço. Porquê? Porque são serviçais. Tá, mas, eu uso o elevador de serviço para mudança, mercado, acesso a garagem. Eu não saberia, que a senhora ao meu lado do elevador é uma babá, copeira, ou socialite. Nem faço questão. O tempo passado no elevador é tão curto e a maioria das vezes as pessoas mal se olham e trocam “Bom dia”. Pra mim, separação social não tem lógica.
O que eu noto é que isso é um reflexo de um medo danado do brasileiro classe média-alta em ser confundido com a classe baixa, com “a ralé”. “São cidadãos de segunda categoria”, dizem nas entrelinhas, “não merecem andar com a gente”. Nesse esforço em se diferenciar vale tudo: o carro do ano, o celular que é impossivel de usar (mas último tipo), a separação de elevadores.
O que escapa as pessoas atacadas por essa sindrome é que:
Mas são essas pessoas de “segunda classe” que:
- Cozinham
- Limpam
- Cuidam de nossos filhos
- Recolhem nosso lixo
Na minha opinião, essas pessoas são tão importantes quanto o médico e o advogado. Sem o catador e o lixeiro, meu lixo se acumularia na minha porta. Sem uma babá para Sofia eu teria que abdicar do meu trabalho. Infelizmente eu não posso pagar a ela o mesmo que um médico ganha por mês. Mas eu posso pagar um salário justo, dentro do meu orçamento, com todos os benefícios e ter uma relação trabalhista transparente, justa e profissional. E ela tem folga: sábado e domingo.
E há pessoas tão intrinsecamente dependentes de seus empregados que não os dispensam nem no final de semana. São mães que não sabem lidar com os filhos, casais que não sabem lavar um prato. Como a Baxt bem lembrou - tetraplégicos funcionais.
E mesmo assim, tão dependentes, continuam achando que o lugar dessas pessoas é um degrau abaixo do nosso. Como se a maioria de nós também não tivesse um patrão, também não servisse alguém enquanto trabalhamos.
E a nossa esquisofrênia continua. No afã de nos separarmos desses “cidadãos de segunda categoria” agimos como crianças mimadas. Não retiramos nossas travessas da mesa na praça de alimentação, jogamos lixo no chão, aguardamos o menino do mercado embrulhar nossas compras. Basta um pedido para sermos um pouco mais autonomos para nos queixarmos da queda na “qualidade do serviço”.
Que tal mudar um pouco isso? Nós, que tanto temos inveja dos países “desenvolvidos” podíamos pegar algumas lições boas deles, como a de aprender a se virar e ser responsável pelos próprios atos. Limpar nossa casa, cuidar de fato das nossas coisas, dos nossos filhos, separar o lixo e ter um pouco mais de respeito e consideração para aqueles que tornam nossos dias mais produtivos e livres de preocupação.
E abolir, de uma vez, a besteira do elevador como um separador social.
Filed under 31 posts | Comment (0)Uma laranja ruim…
Azeda todo o suco, estraga as demais do saco, etc. Mas seres humanos não são laranjas, pelo menos não a maioria.
É verdade que as más ações aparecem mais que as boas, especialmente porque, não a toleramos. O ser humano normal não tolera, não acha normal, se indigna quando outros seres humanos cometem delitos e prejudicam outras pessoas.
- O médico que não comparece ao posto de saúde;
- O pai que bateu nos filhos;
- O político corrupto;
- O servidor público que aceitou suborno;
- O taxista que deu umas voltas a mais;
- O cara que bebeu, dirigiu e matou outra pessoa.
Essas pessoas são uma minoria. Infelizmente uma minoria barulhenta e que incomoda. Porque são seres humanos, como nós. Seres humanos que falharam miseravelmente na sua existencia. Seres humanos que não conseguimos compreender ou perdoar.
Mas a existência dessas pessoas não deve ser desculpa para desistir da humanidade. Ela já deu várias provas de que é feita de uma multidão de gente que erra, mas tenta acertar e ser justa e honesta.
Apesar de tudo que vejo e ouço eu acredito piamente que o ser humano é capaz de melhorar, aprender e tornar um mundo um lugar melhor para todos, se ele quiser.
Filed under 31 posts | Comment (0)Dinheiro não é tudo
Dinheiro não é tudo na vida, você já deve saber. Então porque vemos por aí pessoas cada vez mais enforcadas com cartão de crédito, carnês, cheque-especial.
Dinheiro pode não ser tudo na vida, mas faz parte dela e saber lidar com ele é essencial na nossa sociedade.
Há pessoas que acham feio falar em dinheiro, afinal é uma coisa suja que deve ser evitado. Errado, o que essas pessoas evitam é se informar sobre dinheiro e como o sistema financeiro.
Geralmente são as mesmas pessoas que passam por apuros financeiros, que o dinheiro lhe corre pelas mãos como areia. Não importa o quanto ganhem, estão sempre endividadas ou infelizes, apenas por teimosia e ignorância.
Se as pessoas em geral se informassem mais sobre o dinheiro, talvez não brigassem por um aumento o todo o ano. Talvez as pessoas recebessem o que lhes é justo. Talvez pudessem cobrar mais de seus patrões. Talvez pudesse curtir mais a vida.
Se você é uma dessas pessoas, sugiro que comece a se informar. Existem sítios que ensinam economia doméstica, possuem planilhas. Comece aos poucos, anote seus gastos diários na agenda e semanalmente veja o quanto gastou, no que gastou e o que ainda tem. Se está endividado, converse com o banco, faça calculos, busque a alternativa de pagamento da dívida com juros menores.
Consuma menos, pague os débitos de cartões de mercado, lojas e depois os quebre. Fique com apenas um cartão e pague sempre o total da fatura.
Zere o cheque especial e peça um rebaixamento do seu pacote de serviços. Fale com o gerente e se atenha ao objetivo: pagar zero de tarifas. gerentes de bancos são seres dificeis e tentaram te empurrar badulaques que você não precisa, como o “status” de uma conta ouro ao invés de uma classic. Resista aos “investimentos” como planos de capitalização, que são verdadeiras frias. Assim que sobrar dinheiro comece com uma poupança e vá ganhando conhecimento aos poucos antes de partir para voos maiores.
E se você está começando na vida, uma dica especial é atrasar a compra do carro o maior tempo possivel. Carro é gasto, praticamente um filho. Só compre o carro quando ele te der algum retorno financeiro (como agilidade de locomoção entre dois empregos) e , mesmo assim, não se atire ao carro dos sonhos. Seja racional e compre um econômico.
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