Capuccino

January 4th, 2010


Capuccino, originally uploaded by garotadpi.

Receita que recebi da Bruna, via email.

Ingredientes

  • 800g de leite em pó integral (2 latas)
  • 100g de café em pó solúvel
  • 500g de açúcar
  • 4 colheres de nescau
  • 2 colheres (de sobremesa) rasas de bicarbonato de sódio

Modo de fazer: Misture bem todos os ingredientes e guarde em potes bem vedados.

Para servir costumo colocar três colheres de sopa bem cheias numa caneca.
Coloco um pouco de água quente, misturo até formar um creme e daí coloco o resto da água.
Fica uma delícia!

Primeiro final de semana do ano

January 3rd, 2010

Esses primeiros dias do ano tem um gosto especial. Algo como abrir um pacote de presente inesperado.
É um curto período de paz e esperança. Tudo tem um ritmo mais lento até o carnaval.

Após a catarse do final de ano (correria dos presentes, bebedeiras, comilança), começamos a pensar em comer bem, pensar na barriga, no peso e em começar um regime depois da virada, e em outras coisas. Fazer seu balanço da vida, pensar no que quer mudar é quase inevitável nessa época do ano.

É um período que mesmo aqueles que vão trabalhar na segunda sentem algo mudado. As ruas estão vazias, o ar está mais leve. Se você ficou na sua cidade, pode se considerar um sortudo.

Se não concorda com isso, você está assistindo House demais.

Balanço de 2009

December 31st, 2009


Domingo, originally uploaded by garotadpi.

Estava ha algum tempo pensando em escrever o balanço, foram tantas coisas que aconteceram num ano sem grandes perspectivas – afinal eu ia ter uma filha e sei que todo o mundo para nesse período – que tenho medo de deixar passar algo.

Sofia começou a escola. Depois de um começo tímido, levando mordidas quase diárias de um coleguinha virou a mesa. É uma criança de gênio forte, esperta e um tanto encrenqueira.

Tenho tanto orgulho dela quanto tenho de preocupação. Ela sou eu 2.0.

Alice chegou num dos partos mais rápidos da história da humanidade. Dona de dois olhos muito vivos desde que veio ao mundo. É manhosa e um tanto possessiva, não vai com qualquer um, mas compensa com o sorrisão mais fácil que eu já vi. Ela teve seus problemas, mas agora come e tem ganhado peso e tamanho.

O relacionamento das irmãs é legal. Há a velha briga por brinquedos, disputa por colo e atenção. Mas também há um carinho e cuidado mútuos. Alice é fã da Sofia e Sofia cuida muito da irmã.

Talvez o fato de eu não esperar muito, não ter grandes expectativas em relação ao relacionamento das duas tenha ajudado. Alias, essa postura de não alimentar expectativas ou cenários é nova para mim, deixar as coisas rolarem, ir trabalhando com o que se tem, tenho aprendido muito com o Tiago.

Nosso relacionamento melhorou, aprofundou, evoluiu. Acho que, tirando o primeiro ano, eu nunca tive um ano tão bom com o Tiago.

Claro que nem em 2009 foi legal. Tive uma briga com a minha mãe. Foi sério, mas necessário. E ainda não achamos nosso ponto pacífico. É um problema que ainda vou ter que resolver. Já meu relacionamento com meus sogros melhorou e encontramos um ponto de equilíbrio.

Para encerrar a parte familiar, minha irmã casou, engravidou, tudo no mesmo mês. Estou muito feliz em ser tia de um guri.

Profissionalmente foi um ano pela metade, mas consegui fazer alguma coisa. Novos colegas, mas nosso departamento continua pequeno.

Esse foi um ano que eu larguei um pouco do computador, vi poucos filmes mas, em compensação, voltei a ler livros. Li mais livros esse ano que nos outros dois juntos. Também voltei a fazer trabalhos manuais, incluindo até marcenaria. Fiz um armário para meu material de desenho e miniaturas do Tiago.

Aprendi a mexer na máquina de costura e a cozinhar, fiz até feijão. Não é sempre que cozinho, mas gostei de reaproveitar sobras, experimentar receitas.

Tirei minha carteira de motorista, feito que achei que talvez nunca fosse capaz.

Foi um ano que fui dona de casa por 45 dias, acordando cedo, cuidando das crianças, fazendo almoço, arrumando a casa. Foi uma experiência legal, que me ensinou muito.

2009 foi um ano cheio, cansativo, de pouco tempo, mas um dos melhores anos da minha vida. Vou lembrar dele com carinho.

E que venha 2010, que eu estou preparada :)

Se eu tivesse um milhão…

December 30th, 2009

Esse era o título de uma redação que eu tive que fazer em 1983. Na época eu tinha oito anos e muitas poucas preocupações. Só me preocupava com os bichinhos, especialmente as baleias, caçadas sem dó. Sempre acabava com um nó na garganta ao assistir “Mundo Animal” na TV.

Só aos 11 anos acordei minha mãe, pois não conseguia dormir por conta do buraco na camada de ozônio e do efeito estufa. Minha mãe me deu um pito e me levou de volta pra cama.

Acho que o conteúdo da redação da época refletia essa minha preocupação. Cuidar dos bichinhos, cuidar da minha família.

Agora tem 100 milhões rolando por aí. Torço que muita gente ganhe e o prêmio seja muito bem dividido. Fiz uns joguinhos mas, segundo umas estimativas toscas de jornal, é mais fácil ser canonizado do que acertar os números. Imagina eu, atéia?

Mas sonhar custou cerca de R$44,00. Se eu ganhar, o que farei com o dinheiro?

Primeiro eu passaria os dois primeiros meses indo normalmente ao trabalho para deixar tudo em ordem. Em casa montaria um plano, procuraria as pessoas certas para me aconselhar em como por meus planos em prática.

Depois deixaria uma parcela considerável para meus pais e os pais do Tiago para lidarem com os parentes pidões (sempre tem). Ajudaria a dona Mariana a abrir o negócio dela e arrumar a casa. Mas se ela topasse continuar de babá das gurias seria ouro.

Senão, já teria babás em vistas em Porto Alegre para onde pretendemos voltar. Teria mais um filho e adotaria mais dois.

Compraríamos um terreno legal e transformaria parte dele em reserva ambiental. Construiria uma casa ecologicamente correta, seguindo princípios de permacultura.

Criaria um fundo para ajuda para instituições que cuidam de causas justas, sem vínculos com alguma religião.

Fundaria uma distribuidora de impressos, com um modelo de negócios revolucionário. Criaria uma empresa de captação e reciclagem de lixo eletrônico.

Passaria a maior parte do tempo em casa, cuidando dos meus filhos e desenhando livros infantis. Viajaria e levaria meus filhos para conhecer o mundo, talvez de barco. Acordaria cedo para trabalhar na horta.

Não me preocuparia mais em ganhar dinheiro, mas como administra-lo bem e de forma justa.

E talvez, no final da minha vida, eu fosse canonizada :)

Você é o que você come!

December 30th, 2009

Quadrinho com um coelho e um cachorro

Em homenagem a resolução de Ano Novo mais popular :)

Preocupações de mãe

December 29th, 2009

Andava pensando nas minhas resoluções de Ano Novo. Ano passado, decidi que não teria nenhuma, pois a vinda da Alice viraria meu mundo de pernas pro ar – mais uma vez.
O que eu conseguisse realizar seria lucro.

Esse ano pensava em me empenhar em algo. Pensei em, finalmente, levar o inglês a sério e dar um jeito de entrar em forma.
Agora acho que são atitudes um tanto egoístas…

Tem uma coisa que me incomoda. Sempre me incomodou, mas desde que me tornei mãe, isso ganhou uma dimensão que eu tenho dificuldades em lidar.

Que é ver crianças sofrendo, em dificuldades.

Ter um filho é algo que qualquer irresponsável pode ter. Você pode ser proibido de dirigir, esperar até os dezesseis para votar, ser considerado incapaz em diversas funções. Mas qualquer mané pode ter um filho. Aliás, se a mulher engravidou – mesmo sendo a mulher mais maluca, tapada, destemperada – é obrigado a conceber a criança, nem que seja para abandona-la logo depois.

E criar um filho dá um trabalhão. É gostoso, se você realmente quer ter filhos. Mas é uma responsabilidade que muita gente não está preparada. Filho é algo que não pertence a gente. só estamos ali do lado, para dar apoio, ensinar e dar carinho. Brincar, ouvir ele cantar e cantar junto. Dar bronca e castigo quando necessário, ensinar os limites. Um dia eles vão embora, bem antes já devem andar pelas próprias pernas.

Filhos, crianças precisam, sobretudo, de amor. De sentir que tem alguém onde possam procurar a segurança de um colo.

Porisso quando vejo crianças que não tem nada disso, que são traídas por aqueles que as deviam proteger, eu fico triste. Completamente perdida e impotente, incapaz de resolver o problema de todas essa crianças.

Também me revolto com esses juizes que sentam a bunda em cima dos processos durante anos, dificultam a adoção por casais homossexuais, como se opção sexual de uma pessoa influísse no amor que ela terá pela criança. Insensíveis e insensatos.

(Por mim, para cada ano que uma criança ficasse num abrigo o juíz responsável deveria tomar uma martelada nos genitais).

Desde que as gurias nasceram, não deixo de pensar um dia nas crianças que tem menos sorte que elas. Não sou uma mãe perfeita, mas estou aqui e tento fazer o meu melhor. Pensamos em adotar, num futuro próximo. Acho que todo mundo que pensa em ser pai, ou quer ter um filho, se pudesse deveria adotar também uma criança.

Ouço tanta besteira sobre adotar. Crianças de “gênio ruim”, “não sabe pelo que passou”. Como se a família do sem-noção não tivesse seus podres, colesterol alto e a tia Etelvina vive com 20 gatos e lava as mãos a cada meia hora. Mas isso é conversa pra mais tarde.

Criança tem personalidade sim, mas seu destino não é traçado pelo histórico dos pais. Uma criança não pode ser condenada pelo que os pais fizeram.

Então, minha resolução de ano novo é fazer algo por essas crianças. Pelo menos por algumas delas. Não tenho bem certeza do que, nem como. Mas vou dar um jeito.

E os dias passam

December 10th, 2009


Esse olhar…, originally uploaded by garotadpi.

Os dias tem sido intensos. Tenho feito muita coisa. Esse final de ano tem sido ladeira abaixo.

Sei, não tenho escrito. Gostaria de contar dos meus dias cheios e maravilhosos. De cada coisinha que as duas aprontam.

Alice quer andar. Se joga do meu colo em direção ao chão. Sem medo. Conversa sozinha, palavras que só ela entende. Ri muito com a mana. pega objetos com as duas mãozinhas e bate um no outro. Ela consegue levantar uma sobrancelha por vez.

E continua dona do olhar mais penetrante que eu já vi.

Aishazinha passou por aqui.

November 18th, 2009

Foi uma passada rápida. Era para ser um dia e uma noite, mas Murphy conspirou e ela teve que ficar mais um dia. Perdeu o voo :)

Não deu para levar ela para lugar algum que não fosse o local da prova. Não deu para matar o trabalho e ficar mais tempo com ela. Não deu para por o papo em dia. Mas – mesmo assim – foi bom ter uma amiga de novo por perto.

Apesar de estarmos vivendo momentos diferentes nas nossas vidas, algumas coisas não mudam. Ainda é legal falar dos namorados, do cara lindinho da série. É legal também falar do que é diferente: das filhas que choram, do orientador do mestrado.

Agora ela está voltando pra casa, só conseguiu voo de oito horas. Disse que iria meditando.
Queria que tivesse ficado um pouco mais.

E da Alice, nada?

November 16th, 2009


Bochecha, originally uploaded by garotadpi.

Sei que tenho falado demais da Sofia. Ela está numa fase fascinante, com novas descobertas todo o dia.

E a Alice?

Eu tenho evitado em falar da minha caçula. Sim, eu esperava contar boas notícias. Alice anda espertinha, já rasteja pela casa. Faz enroladas, ri para todo mundo e, esse fim de semana, começou a dar “tchauzinho”.

Mas ela não cresce.

Ela é mais gordinha que a Sofia, mas é um bebê pequeno. Ganhou muito pouco peso e cresceu muita pouca coisa esses últimos meses.

Tiago me diz que é normal. Que ele era um bebê pequeno. Eu olho as tabelinhas incorformada. Desta vez eu tenho leite. Porque ela não cresce?

E ela é temperamental para comida. As duas primeiras semanas foram uma batalha campal. Até hj ela refuga a fruta. Come contrariada. Apenas algumas colheradas.

E eu lá, as vezes até uma hora, tentando fazê-la comer. Lembrando da tabela pontuando o seu crescimento.

Ela está cheia de medicamentos, vitaminas. Talvez seja refluxo oculto. Não sei. os medicamentos só vão ter plena eficácia em um mês…se tiverem.

Em outra hora eu conto como ela é uma guria inteligente, danada e manhosa.

Madrugada…

November 16th, 2009

Hj, eram 3 da manhã (madrugada), eu arrumava a biblioteca para acomodar nossa hóspede. Sofia aparece.

- Você não deveria estar na cama?
Pergunto.
-Eu sei.
Diz em de forma clara e alta.

As vezes ela me sai com essas. Ao invés das enroladas de bebê. Chego a duvidar do que ouvi. Penso que vou sentir falta das cantarolas que ela faz, num palavreado ininteligível. Se seres mágicos existissem, cantariam como ela.

Ela sentou na escrivania e começou a desenhar. Me mostra as cores. Ela confunde o marrom com roxo e, por vezes o vermelho e o verde com amarelo (ou está apenas feliz em pintar?)

Acabo de arrumar. Antes de dormir, resolvo fazer um lanche. Preparo um leite e um sanduíche e me sento na frente da TV. Ela chega logo depois, com a cesta de café. Sobe no sofá e começa a “servir”. Penso se ela não vai querer um pedaço. Ela não pede, não ofereço. Melhor fazer o mínimo de interações possiveis para não despertá-la muito.

Ela aparece com uma boneca. Digo que não é hora de brincar e que eu já vou dormir. Pergunto se ela quer dormir junto, mas ela não me responde.

Acabo o lanche. Coloco a louça suja na pia.

- Vamos dormir? Pergunto.

Ajudo a guardar os brinquedos. Ela não briga. Apago a luz da sala e a TV. Vamos para o quarto dela.
Ela sobe na cama enquanto coloco os brinquedos no lugar. Cubro ela com a manta.

- Vai dormir na sua caminha?

Pegando uma pelinha no pescoço (é assim que ela dorme) com os olhos já meio fechados ela me diz:
- Bo’a Notte!

Sorrindo por dentro, achando aquela criaturinha a coisa mais doce, mais fofa do mundo, super-coruja, dou-lhe um beijo.
- Boa noite filhota!