Archive for the ‘Desenho animação’ Category
Pocoyo

Um dos meus desenhos preferidos da Discovery Kids que, infelizmente não tenho visto passar é Pocoyo.
Pocoyo é uma animação fofissíma de um menininho, Pocoyo, e seus amigos: a elefanta cor-de-rosa Eli, o Pato (um pato, lógico), um cachorro (que eu não lembro o nome) e uma passarinha chamada Sonequita.
As histórias são leves, bobinhas, mas não ofendem a inteligência dos adultos. A animação é digital, mas remete as animações de massinha com cores leves, formatos redondos.

A concepção do personagem é de David cantolla e o desenho é do ilustrador Guillermo Garcia Carsi, que tem ainda fez o piloto da série Shuriken School. No sítio dele ele apresenta um traço bem mais agressivo.
Mais:
Portafolio do Guilermo Carsi
Blog da produção do Pocoyo
Sítio oficial do desenho
A “pixar” brasileira
Você já deve ter visto nos supermercados. Pouco depois do lançamento de “Carros” no cinema, as Lojas Americanas tinha em suas gôndolas, avisado em plenos pulmões pelo cara que anuncia as ofertas o DVD “Os Carrinhos“. Antes do lançamento de “Ratatouille” em DVD, várias lojas e supermercados tinham em suas gôndolas a um preço convidativo… “Ratatoing“.

Esses clones paraguaios de sucessos da Pixar (e agora Dreamworks com “Abelhinhas”) são, na verdade, bem brasileiros, produzidos pela Video Brinquedo.
A estratégia da empresa, de lançar seus DVDs antes dos estúdios oficiais, aproveitando a onda criada pelos blockbusters garante uma venda considerável. Ratatoing e Carrinhos venderam mais de 350 mil unidades.
Pode-se dizer que muitos pais compraram gato por lebre mas, pelo jeito, alguns gostaram. Carrinhos mereceu até algumas continuações (está na quarta) e é vendido pela Amazon (Little Cars - fast and curious), além de uma linha de produtos que inclui ovos de Páscoa, brinquedos e cadernos.
Segundo Marco Botana gerente de produto da Vídeo Brinquedo, em uma entrevista à Folha de São Paulo, Muitas pessoas escrevem perguntando sobre o próximo volume. A intenção é montar uma série, fazer temporadas.
E o que me chamou atenção:
“Montamos aos poucos, vendemos no varejo e, com o lucro, fazemos mais episódios. É nossa forma de financiar a produção, já que não recebemos nenhum tipo de patrocínio nem usamos leis de incentivo”.
Apesar de serem clones, com histórias diferentes, de animação tosca e mal-acabada A Vídeo Brinquedo não fica chorando atrás de algum patrocínio do governo para fazer seu trabalho. Isso é louvável. Pena a cópia, o não uso de roteiros e idéias originais. Não há como negar que as semelhanças visuais e a “inspiração” dos títulos. Que, se não são passíveis de processo pela Pixar ou Dreamworks, ferem o direito do consumidor.
Fonte: Ministério da Cultura
Depois do esquilo…
…procurei um bocado por este desenho. Não encontrei. Por sorte, dias depois o Hiro, publicou um post sobre o desenho.
Feed the Kitty - 1952
Junto com o do esquilo, e do sapo cantor Feed the Kitty é um dos meus desenhos Warner “sem personagens famosos” favoritos.
Curiosidades:
- A dupla, formada por Marco Antonio (o buldogue) e Pussyfoot (a gatinha fofa) ainda protagonizou 3 filmes: Kiss me cat (1953), Feline Frame-Up (1954) e Cat feud (1958).
- Um buldogue semelhante a Marco Antonio já havia aparecido em filmes anteriores da Warner, mas sem ser identificado.
- Apesar de Pussyfoot ser considerada uma personagem feminina em Go Fly a Kit (1957), um gato muito semelhante a Pussybot aparece como macho.
- Pussyfoot também é conhecida como Cleo ou Kitty.

Much Ado About Nutting
Um dia no mercado vi uma pilha de castanhas e comentei com o Tiago, enquanto enfiava as mãos nas castanhas, que me sentia o esquilo do desenho. Ele não sabia a que desenho eu me referia então contei a estória do esquilo que tenta abrir um côco.
Preste atenção nos fundos, na movimentação do esquilo, nas expressões. O desenho não tem diálogos, nem narrativas, apenas a trilha sonora (perfeita) ao fundo. Olho maior que a barriga, o esquilo passa por diversas gondolas de amendoim, nozes, castanhas e, finalmente, de cocos. Logo ele descobre que não é fácil abrir um côco. O que se segue são situações onde o esquilo tenta, em vão, abrir aquela enorme noz. O final é bem nonsense.
E viva a internet por conseguir achar coisas tão obscuras da minha infância.
Mais:
Much Ado About Nutting no IMDB