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Portafólio, quadrinhos, escritos.

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Avaliação 15 minutos – Sítio Senac DF

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Faz tempo que eu penso em fazer isso.
A idéia é fazer uma avaliação de usabilidade rápida – 15 minutos, de qualquer sítio que eu entre, apenas com foco numa tarefa específica.

Serão experimentos descompromissados e vou narrar exatamente meus passos para conseguir o que eu quero. Não importa o quão idiota isso possa parecer.

Como primeiro trabalho decidi usar o sítio do SENAC-DF. A meta é encontrar cursos de costura que o SENAC oferece aqui no DF.
Comecei digitando “SENAC DF” no Google.

A primeira chamada no Google é por www.senacdf.com.br. Abro a página e procuro por cursos.

SENAC DF - página inicial

Hesito por um momento, uma breve dificuldade inicial em encontrar a seção Cursos. Não há nada no corpo da página – só Cursos em destaque – e, que raios eu quero uma mensagem do presidente do SENAC?

(Tenho uma curiosidade mórbida em saber o número de acessos para essa página).

Clico em saiba mais na caixa dos cursos em destaque. Nada que me interesse. Tento retornar clicando no logo do SENAC. Nada. Olho um pouco mais abaixo e descubro o menu horizontal – Há um item inicial, clico.

Volto para página inicial e a avalio com mais cuidado, descubro que o menu horizontal não está em ordem alfabética – ou qualquer tipo de ordem (de importância? mais acessados?).

A seção de cursos é a penúltima, clico.

A página que se abre apresenta apenas três cursos em…informática? Espera aí. Vou dar uma lida. Não pode ser só isso. Ah! Tenho que clicar na área ao lado para saber mais. Um título diferenciado me avisando que aqueles cursos de informática são apenas destaques não faria mal.

SENAC DF - Cursos

Bom, a lista de cursos… onde Corte e Costura se encaixa? Tento Outras áreas, não. tento Infra-estrutura, não. Hospitalidade e lazer? Não!

Que falta faz uma ferramenta de busca nesse sítio!

Desisto, abro o Google e digito “senac df costura”. O terceiro resultado remete a uma notícia sobre abertura de uma turma em 2009. Vou para a notícia. Na notícia nenhuma indicação da página do curso, apenas o telefone.

SENAC DF - Notícias

Bom, graças a São Google, eu tenho um telefone!

Por curiosidade retorno a seção de cursos (afinal o curso existe!) e começo a clicar nas outras divisões. De baixo para cima. Descubro o curso em Produção Cultural e Design.
Hilário! Imagino que a divisão foi feita de forma a agrupar o maior numero de itens abaixo de uma categoria.

Finalizada a tarefa olho o tempo – aproximadamente cinco minutos (esse texto está sendo escrito depois do experimento).
Sim, uma tarefa simples que deveria levar apenas alguns segundos me consumiu minutos, incluindo uma saída do sítio para consultar uma ferramenta de busca.

Por fim…

O que eu gostaria que mudasse nesse sítio:

  1. Que eles incluíssem uma ferramenta de busca;
  2. Que o logo fosse clicável e remetesse a página inicial;
  3. Que o menu horizontal estivesse em ordem alfabética;
  4. Que as categorias dos cursos fossem reavaliadas e melhor divididas;
  5. Que a página inicial fosse mais útil.

Written by garotadpi

June 12th, 2009 at 3:05 pm

Cadernos para rascunhar

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Cadernos, originally uploaded by garotadpi.

Eu adoro cadernos para rascunhar. Já preenchi alguns. Escrevo neles meus planos, projetos, anotações do trabalho e muitos, muitos desenhos. Tenho vários cadernos, com tamanhos, tipos de papel e encadernação diferentes. Prefiro os cadernos menores, mas não de bolso como os moleskines clássicos.

E apesar dos moleskines terem já aportado no Brasil e serem já facilmente encontrados, o preço é um absurdo. E, se a ideia é apenas ter um caderno para anotações e desenhos qualquer caderno sem pauta está valendo, ou mesmo, fazer o seu próprio. A rede está cheia de tutoriais para encadernação. Também dá para comprar papel de boa qualidade, da sua preferência e procurar um serviço de encadernação. Abaixo fiz uma lista com alguns tutoriais que encontrei:

Mas se a idéia é comprar um pronto mesmo, há opções além dos moleskines:

  • Moleco – Dica do Ricardo. Cadernos ecológicos, feitos de papel 100% reciclado. O preço é acesseivel e estou pensando em experimentar.
  • Cicero papelaria – Caderninhos bem semelhantes ao moleskine. Tenho dois, menores e de papel mais fino, mas boa encadernação. Não achei os da linha Arte, então não posso opinar.
  • Livraria em Branco – Cadernos fofinhos, feitos pela ilustradora Silvia Falqueto. Estão na lista de compras.
  • Zoopress Studios – Lindos cadernos, mas parece estar em recesso.
  • Cutting’ Studio – Uma das lojas encontradas no Elo7, com cadernos semelhantes aos moleskines.

Com certeza existem mais opções, e os cursos de encadernação parecem ter virado febre aqui no Brasil. Se alguém tiver mais dicas é só comentar.

Written by garotadpi

May 22nd, 2009 at 2:54 pm

Mais um pouco sobre livros

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I Love Books, originally uploaded by Weeping-Willow is feeling a little better today..

Eu falei, falei falei sobre como era difícil na década de 90, longe das capitais, comprar livros de desenho.
Agora é possível encomendar livros para serem entregues em qualquer fim de mundo (desde que tenha acesso a rede).

Além das livrarias já conhecidas (Cultura, Siciliano, Saraiva, etc) existem sítios de editoras e livrarias especializadas. O bom desses sítios é que normalmente eles proporcionam descontos e promoções.

Rio Books – Livraria do Rio de Janeiro, que sempre monta um posto avançado no NDesign. Bom para busca de catálogos baratos. Falando pessoalmente com o Stevenson até se consegue desconto :)

Livraria 2AB – Livraria/editora (finalmente mudaram aquele sítio), especializada na área, livros com descontos para professores e um desconto especial na promoção Terça gorda

sCHDs – Editora independente. Promove bons cursos (em porto Alegre). Poucos títulos, mas vale a pena ter todos.
Cosac Naify – Pulando a splash page chata, vá ao link de promoções. Muita coisa boa e pacotes a preços convidativos.

Lá fora, eu aconselho os sítios da Barnes and Noble e da Amazon. O problema é o frete, muiiito caro. E, claro, a Gustavo Gili (tenha paciência com o sítio).

Se você tem pouca grana, ou procura um livro especial/esgotado pode apelar para os sebos a Estante Virtual possui mais de 1420 sebos cadastrados e é possível encontrar muitos livros bons e esgotados a preços acessíveis. É saber o que se quer e procurar.

Cansou de um livro, não era o que queria, perdeu o interesse? Dentre as soluções estea trocar com um colega, vender para um sebo. Na web existem duas iniciativas interessantes: o Trocando Livros, onde você cadastra os livros que não quer mais, se alguém requisita algum deles você ganha créditos para adquirir um livros que esteja disponível. O sistema é bem recente e tem problemas, mas vale tentar. Já troquei 3 livros em menos de um mês. Outra opção é simplesmente libertar os livros por aí, no Livro Livre é possível cadastrar seus livros libertos e ver por onde eles andam.

Bom, hoje em dia não faltam opções para se encontrar um livro sobre este/aquele assunto. Meu velho professor não tem mais desculpas.

Written by garotadpi

May 21st, 2009 at 3:11 pm

Fala Jobs!

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Não há como negar, o processo de desenho da Apple é magistral.
Aprendendo um pouco com os mestres:

Apple’s design process
Advice from Steve Jobs
Learning From Failure: Apple’s Most Notorious Flops
Steve Jobs speaks out

Written by garotadpi

May 19th, 2009 at 3:25 pm

Memórias do curso de DI – Os livros perdidos

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My preciouuuuuuusssss

Sempre gostei de ler, tanto quanto desenhar. Quando pequena planejava e economizava a mesada para comprar livros – muitos eu tenho até hoje es ão herança para a Sofia e Alice.

Quando entrei no curso de desenho industrial me deparei com uma falta absoluta de bibliografia. O que eu via era apenas catálogos, internacionais, com muitas fotos e pouco texto. Ao questionar um professor ele me falou da falta de bibliografia da sua área (sinalização) – “simplesmente não existe”.

Como assim? Era difícil de acreditar. Vasculhei a biblioteca setorial a geral e poucas coisas apareciam.. Não era possível. Em pouco tempo eu tinha todos os livros “existentes” na área, mais alguns catálogos, comprados na CESMA. Eu não me conformava, mas não sabia para onde ir.

Apenas quando o Vidal começou a dar aulas para nossa turma é que vi uma luzinha no fim do tunel. “Comprem livros! Pelo menos dois por mês” – dizia. Mas…como? Onde?

Ele levava muitos livros para aula. Muitos de uma mesma editora: a Gustavo Gili. Um deles tinha um cartãozinho para pedido de catálogo. Pedi o cartão, preenchi e enviei pelo correio. Cruzei os dedos.

Lembrem-se. Estávamos em 95, a Web era lenta, para poucos e não existia comercio eletrônico.

O catálogo chegou aproximadamente dois meses depois. Era o mapa do tesouro.
Escolhi os livros. Muitos, quase chorei por não ter como pedir porque não tinha dinheiro suficiente. Marcava asteriscos do lado prevendo uma compra futura.

O pagamento era por vale-postal. Eu enviava o pedido para a editora e eles me enviavam o valor total (com o frete). Eu pagava com um vale postal que era enviado para a editora, que enviava os livros. Era tudo por carta e demorava quase dois meses. Como o envio era por correo-al-saco, via marítima, até os livros chegarem as minhas mãos podia demorar quase seis meses.

Logo que o primeiro pedido chegou, devorei como um refugiado faminto o primeiro livro escolhido: Sistemas de Retículas [Rastersysteme für die visuelle Gestaltung], Josef Müller Brockmann (1976).

Apesar da demora, dos custos, ainda fiz mais uns quatro pedidos por esse sistema. Alguns amigos passaram a pedir comigo dividindo os custos de frete. Mas a web cresceu, surgiu a Amazon, e a própria Gustavo Gili criou um sítio e outras editoras passaram a publicar no Brasil. Eu também me formei e fiz um cartão de crédito internacional…mas isso é outra história.

Written by garotadpi

May 18th, 2009 at 4:04 pm

Posted in Baú de causos